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Lula massacra Globo no ‘Jornal Nacional’ e leva invertida de Tralli: ‘Por favor’

Jornal Nacional da noite desta quinta-feira (27) atingiu momentos de alta tensão durante a entrevista com o presidente Lula. Questionado sobre o respaldo político a Carlos Lupi, ex-chefe da pasta da Previdência investigado por irregularidades no INSS, o mandatário aproveitou a oportunidade para rebater a cobertura jornalística do passado e relembrar os episódios que enfrentou no judiciário.

Conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos, a conversa esquentou quando o petista fez questão de separar amizade política de eventuais condenações jurídicas. “A relação política não tem nada a ver com a relação administrativa. Se ele tivesse cometido um erro, a polícia federal tivesse acusado e ele já tivesse sido condenado, era uma coisa. Ele não tá. Então vamos aguardar a investigação”, disse o presidente.

Acusações contra a Lava Jato e cobrança por desculpas

Para fundamentar seu raciocínio quanto ao direito de defesa de seu aliado, o chefe do Executivo usou seu próprio histórico como exemplo. Diante disso, o líder político enfatizou que acabou sendo o alvo principal de uma ampla articulação institucional.

“Eu sei o que é isso, Renata, porque eu já passei por isso. Você sabe, como jornalista, que eu fui vítima da maior mentira montada nesse país. Que tinha como objetivo não me deixar ser candidato em 2018, que tinha como objetivo desmontar a indústria de engenharia desse país e deixar a imagem negativa da Petrobrás”, destacou Lula.

Posteriormente, o entrevistado relembrou a decisão de não deixar o território nacional para enfrentar as acusações no Judiciário, disparando duras críticas aos meios de comunicação.

“Eu coloquei a minha cara e falei, ‘eu vou’. Eu poderia ter saído do Brasil, eu disse, ‘eu vou para a cadeia porque eu quero provar que o Mouro é mentiroso, que o Dallagnol é mentiroso e quero provar que a imprensa um dia vai pedir desculpas’. A imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu uma mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira”, detonou Lula.

Saiba mais sobre a participação de Lula no ‘Jornal Nacional’

A cobrança efetuada ao vivo gerou uma resposta imediata no estúdio. Sendo assim, a apresentadora fez questão de defender a postura do canal durante a transmissão daquela época. “Candidato, o jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de notificar os fatos durante essa cobertura”, rebateu Vasconcellos.

Contudo, a intervenção da jornalista não evitou que o convidado mantivesse o tom incisivo contra a operação da Polícia Federal e seus antigos operadores. “É difícil pedir desculpas. A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Mouro e chamado Dallagnol. Eu não esqueço o powerpoint mentiroso contra mim. Não esqueço”, disparou Lula.

Dessa forma, para acabar com o atrito e dar continuidade às pautas da sabatina, o coapresentador interveio no embate. O comandante da atração lembrou que o veículo de comunicação já havia tratado publicamente do infográfico citado.

“Candidato, o senhor falou do powerpoint, eu só quero dizer ao senhor, por favor, em relação a essa questão do powerpoint, nossos princípios editoriais, nós fizemos a devida retratação sobre esse assunto, então eu peço que a gente siga com a entrevista”, respondeu Tralli, que encerrou o assunto.

Por: Renata Garre

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