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segunda-feira, agosto 17, 2026
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Juiz mantém preso homem que matou o próprio filho em Mirassol D’Oeste

O juiz de direito plantonista Elmo Lamoia de Moraes, da Comarca de Mirassol D’Oeste (a 295 km de Cuiabá), manteve a prisão de Atenogeles Motta de Aguiar, de 61 anos, assassino confesso do próprio filho, Alexandre de Oliveira de Aguiar, de 35 anos. A decisão, que converteu a prisão em flagrante em preventiva, foi proferida na tarde desse domingo (16).

No documento, o magistrado alegou que a manutenção da prisão é necessária em razão do grau de periculosidade de Atenogeles e do seu completo descontrole emocional. Além disso, ressaltou que a medida é precisa para preservar a vida das testemunhas, que até então moravam com o acusado.

“A agressividade desproporcional empregada contra seus familiares diretos indica uma periculosidade exacerbada e absoluto descontrole emocional por parte do agente. O cenário descrito, marcado pela letalidade da conduta e pela violência doméstica perpetrada diante de outros entes familiares, demonstra que o estado de liberdade do autuado gera grave e iminente risco à sociedade e, em especial, à integridade física de seus familiares sobreviventes”, salientou o magistrado.

“Entendo, ainda, que há um risco para a instrução processual, porquanto as testemunhas do delito são todas parentes e convivem com o custodiado, podendo ele vir a exercer certa influência sobre as testemunhas, caso permaneça em liberdade. Portanto, apesar das alegações sustentadas pela defesa, nesse momento processual entendo que há necessidade de manutenção da prisão preventiva”, acrescentou.

Conforme noticiado anteriormente, Atenogeles matou o próprio filho, Alexandre, com uma facada no tórax durante uma briga ocorrida dentro da residência da família na tarde de sábado (15), em Mirassol D’Oeste. Pouco depois do crime, a Polícia Militar localizou e prendeu o acusado em uma região conhecida como “Pé da Serra”. Ele estava com manchas de sangue nas roupas e confessou o assassinato.

Segundo o boletim de ocorrência, pai e filho discutiam e faziam ameaças entre si até o momento em que Atenogeles pegou uma faca do tipo açougueiro branca e atingiu Alexandre. Testemunhas acionaram a polícia e o Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros socorros à vítima e a encaminhou ao hospital.

Aos policiais, a esposa de Atenogeles e mãe de Alexandre contou que o marido e o filho haviam chegado em casa em visível estado de embriaguez e iniciado uma discussão. Durante a briga, os dois entraram em luta corporal. A mulher tentou separar pai e filho, mas foi atingida pelo marido com um chute no joelho e caiu no chão.

Em seguida, Atenogeles foi até um armário, pegou a faca e atingiu Alexandre. Na sequência, fugiu a pé e deixou a arma na residência. Na decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva, o juiz citou que a discussão teria sido provocada pela ausência da nora do assassino.

“Os autos revelam que o conduzido, no interior de sua residência familiar e sob o efeito de álcool, ceifou a vida de seu próprio filho com um golpe de faca no tórax, além de ter provocado lesões em sua esposa, pessoa com mais de sessenta anos de idade, tudo em decorrência de uma discussão banal a respeito da ausência da nora”, citou o magistrado.

Após ser localizado e preso, Atenogeles foi encaminhado ao 17º Batalhão da Polícia Militar, onde foi autuado por homicídio doloso consumado. Alexandre, que havia sido levado ao hospital, teve a morte confirmada pelas equipes médicas da unidade de saúde.

As circunstâncias e a dinâmica do assassinato serão investigadas pela Polícia Civil. O caso é tratado como homicídio doloso.

Por KARINE ARRUDA
VANESSA MORENO

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