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Crise na Lagoinha: Pastor rompe com André Valadão e denuncia salário de R$ 1 milhão na cúpula

Os bastidores da Igreja Batista da Lagoinha foram sacudidos neste sábado (04) por um pronunciamento contundente do pastor Luiz Fernando de Souza. Durante um culto em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o líder religioso anunciou o fim de sua trajetória de 14 anos na denominação, expondo o que chamou de “injustiças e disparidades chocantes” na gestão financeira da Lagoinha Global, presidida por André Valadão.

O ponto central da denúncia, que rapidamente viralizou no meio evangélico, revela um abismo econômico entre a base e o topo da pirâmide ministerial. Segundo Luiz Fernando, enquanto pastores locais são orientados a buscar “empregos seculares” para sustentar suas famílias em tempos de crise, figuras da cúpula da igreja chegariam a receber salários astronômicos de até R$ 1 milhão por mês.

Disparidade financeira e a “taxa de exclusão”

Em sua carta aberta, o pastor Luiz Fernando criticou a rigidez das cobranças impostas pela Lagoinha Global. Ele relatou que unidades locais são pressionadas a enviar repasses de 10% para a Global e 5% para a regional, sob ameaça de exclusão do sistema da convenção, mesmo quando a congregação local opera em déficit.

“Não faz sentido para mim ouvir que um pastor vocacionado deva dar dois passos atrás e procurar um emprego secular para sustentar sua família, enquanto até pouco tempo um pastor conhecido recebia cerca de um milhão de salário por mês”, desabafou o líder religioso.

Luiz Fernando destacou o dilema ético enfrentado por muitos líderes de pequenas unidades, que precisam escolher entre cumprir as obrigações financeiras com a sede em Belo Horizonte ou comprar cestas básicas para as famílias de seus próprios pastores e membros necessitados.

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