O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), invalidou a decisão da CPI do Crime Organizado que havia determinado a quebra de sigilos fiscal e bancário de um fundo de investimento ligado ao Tayayá Resort, empreendimento associado à família do ministro Dias Toffoli.
A decisão atende a um pedido do Arleen Fundo de Investimento, que questionou o procedimento adotado pela CPI ao aprovar o requerimento de forma conjunta com outros pedidos. Gilmar destacou que a deliberação em bloco pode comprometer a validade das medidas, entendimento já debatido anteriormente na Corte.
A quebra de sigilo havia sido solicitada pelo senador Sergio Moro e tinha como alvo o fundo administrado pela gestora Reag, investigada pela Polícia Federal por suposta ligação com um esquema envolvendo o Banco Master. O fundo realizou, em outubro de 2025, um aporte para adquirir participação no resort.
Com a decisão, a CPI perde um dos instrumentos de investigação sobre movimentações financeiras relacionadas ao fundo. Em manifestações anteriores, Dias Toffoli negou qualquer relação com os investigados e afirmou não conhecer o gestor responsável pelos investimentos.




