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Ex-diretora financeira da Unimed firma acordo de delação premiada

O juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso, homologou no dia 10 de março o acordo de colaboração premiada firmado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a médica Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, ex-diretora dfinanceira da Unimed Cuiabá na gestão 2019–2023.

O acordo foi fechado no âmbito da Operação Bilanz, que apura um rombo financeiro estimado em cerca de R$ 400 milhões na cooperativa, além de possíveis fraudes contábeis praticadas durante a gestão presidida por Rubens de Oliveira Junior.

Na decisão, o magistrado destacou que o acordo atende aos requisitos legais previstos na Lei nº 12.850/2013, que regula a colaboração premiada. Entre os critérios analisados pelo juízo estão a regularidade formal do acordo, sua legalidade, a adequação dos benefícios concedidos, a utilidade das informações prestadas para as investigações e, principalmente, a voluntariedade da colaboradora ao aderir ao instrumento.

Durante audiência realizada no próprio dia 10 de março, a ex-diretora confirmou ao juiz que firmou o acordo de forma livre e consciente, assistida por seu advogado, declarando compreender as consequências jurídicas da colaboração.

Com a homologação, o acordo passa a produzir efeitos legais e poderá contribuir para a identificação de outros envolvidos, a revelação da estrutura das irregularidades investigadas e a recuperação de recursos eventualmente desviados.

As investigações da Operação Bilanz apontam que a antiga gestão da cooperativa teria manipulado informações contábeis, especialmente no DIOPS (Documento de Informações Periódicas das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde), enviado à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A perícia contábil da Polícia Federal concluiu que o balanço financeiro de 2022 apresentava distorções que transformaram um prejuízo superior a R$ 400 milhões em um superávit de R$ 371,8 mil.

Além de Suzana e Rubens, são investigados Jaqueline Proença Larrea (ex-assessora jurídica), Eroaldo de Oliveira (ex-consultor executivo), Ana Paula Parizotto (ex-superintendente administrativa-financeira) e a contadora Tatiana Gracielle Bassan Leite (ex-chefe de núcleo de compliance).

Os investigados respondem por crimes como falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, relacionados às irregularidades que teriam ocorrido durante a gestão entre 2019 e 2023.

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