A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá emitiu um comunicado técnico hoje (11) orientando a população sobre o aumento da presença do caracol-gigante-africano (Lissachatina fulica) na capital.
Com a intensificação das chuvas em março, a umidade favorece a eclosão de ovos que permanecem em dormência no solo, resultando no aparecimento frequente do molusco em áreas urbanas.
Embora o risco de transmissão de doenças seja considerado baixo no Brasil, o animal pode atuar como hospedeiro de parasitas causadores da meningite eosinofílica e da angiostrongilíase abdominal. A transmissão pode ocorrer pelo manuseio direto do animal ou pela ingestão de hortaliças contaminadas pelo seu muco.
Orientações
A autoridade sanitária recomenda que a catação manual seja feita sempre com o uso de luvas ou sacos plásticos nas mãos. O uso de sal diretamente no solo é desencorajado, pois causa a salinização da terra sem eliminar os ovos.
Após a coleta, os animais devem ser colocados em uma solução de água com sal (cinco colheres de sopa por litro) por três horas. As conchas devem ser quebradas antes do descarte para evitar o acúmulo de água e a consequente criação do mosquito Aedes aegypti.
A SMS reforça a necessidade de higienizar frutas e legumes em água corrente e deixá-los de molho em solução de água sanitária (uma colher de sopa por litro de água) por 15 a 30 minutos.
Manter quintais limpos e sem entulho é fundamental para reduzir o abrigo do molusco. Denúncias sobre terrenos baldios com focos do animal podem ser registradas na Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP).




