Mojtaba Khamenei, de 56 anos, um dos filhos do líder iraniano Ali Khamenei foi apontado como sucessor no comando do país, segundo a emissora Iran International, nesta terça-feira (3).
Ele é o segundo filho mais velho do ex-líder, que morreu após ataques realizados no último sábado. De acordo com reportagens da emissora, Mojtaba Khamenei é um religioso com posicionamento considerado relativamente moderado dentro da elite clerical do país.
Ele também possui ligações próximas com a Guarda Revolucionaria do Ira, uma das principais forças militares iranianas. Mojtaba teria inclusive servido nas forças armadas do país. Apesar das informações divulgadas pela imprensa, a sucessão ainda depende de confirmação oficial das autoridades iranianas.
A possível escolha de Mojtaba ocorre em um momento de forte tensão militar no país. A capital Teerã foi alvo de bombardeios nesta terça-feira (3). Um dos ataques atingiu o prédio onde se reúnem os religiosos responsáveis por votar na escolha do líder supremo do Irã.
O edifício foi destruído, mas até o momento não há confirmação sobre vítimas. Segundo a rede humanitária Crescente Vermelho, quase 800 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra.
Trump fala em novos ataques ao Irã
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado na Casa Branca sobre a situação no Oriente Médio.
Durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que teme que o Irã escolha um líder “tão ruim quanto Ali Khamenei”.
O presidente americano também indicou que novas ofensivas podem ocorrer em breve e demonstrou confiança de que o Irã poderá sucumbir rapidamente ao conflito.
Autoridades ouvidas pelo governo dos Estados Unidos afirmaram que não há interlocutores para negociação no momento e que o conflito deixou de ser tratado como uma disputa diplomática.
Segundo essas fontes, o Irã possui cerca de 10 mil quilos de urânio enriquecido, material que pode ser utilizado na produção de armas nucleares.
Ainda de acordo com as autoridades, negociações anteriores teriam servido apenas como estratégia para ganhar tempo enquanto o país ampliava seu arsenal militar e estocava combustível e armamentos em instalações subterrâneas. *Colaborou Antonio Souza




