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“Pacotão natalino” da Câmara de Cuiabá amplia cargos, reajusta salários e cria novos benefícios para vereadores

Um pacote de projetos de lei apresentado pela Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá amplia cargos comissionados, reajusta salários e cria novos benefícios para vereadores. As propostas devem ser votadas nos próximos dias. Segundo estimativa do próprio Legislativo, as medidas podem gerar impacto de aproximadamente R$ 5 milhões em 2026.

Entre os pontos do pacote está a ampliação da estrutura dos gabinetes parlamentares. Cada gabinete passará de 18 para 20 servidores. Como a Câmara tem 27 vereadores, a mudança resultará na criação de 54 novas funções.

Outra proposta prevê o reajuste do auxílio-alimentação dos servidores comissionados, que passará de R$ 600 para R$ 1 mil. A Mesa Diretora afirma que o valor atual se tornou “insuficiente” diante do aumento dos custos com alimentação.

Torna-se, portanto, imprescindível sua atualização, a fim de garantir condições mínimas de acesso a uma alimentação adequada e de qualidade. Ao mesmo tempo, tal ajuste representa importante instrumento de reconhecimento e valorização dos servidores comissionados desta Casa Legislativa”, diz trecho do documento apresentado no último dia 16.

O pacotão também prevê reajustes nos salários de cargos comissionados, incluindo secretários, o procurador-geral, cargos de natureza especial, de apoio institucional e os da própria Mesa Diretora. Conforme a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), os reajustes têm como objetivo recompor perdas acumuladas ao longo dos anos. O impacto financeiro estimado dessas três medidas é de R$ 2,2 milhões para 2026.

A alteração do Parágrafo Único do Art. 1º da Lei nº 6.903, de 16 de janeiro de 2023, promove ajustes na composição de pessoal dos gabinetes parlamentares, assegurando maior equilíbrio e racionalidade na distribuição dos cargos de apoio técnico e administrativo no âmbito da Câmara Municipal, de modo a garantir maior eficiência na prestação dos serviços legislativos”, descreveu a presidente da Casa.

Outro projeto incluído no pacote trata da indenização de férias não gozadas pelos vereadores. A legislação atual proíbe a indenização de férias, exceto na saída do cargo. Segundo Paula Calil, essa rigidez acaba por penalizar o parlamentar que, por imperiosa necessidade do serviço, como a relatoria de projetos complexos, a participação em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) ou a fiscalização de crises municipais, opta por não gozar do descanso constitucional para servir à população.

A proposta de permitir a conversão de 1/3, 2/3 ou a totalidade das férias em pecúnia não cria um privilégio, mas estabelece uma ferramenta de gestão. Ela permite que o vereador permaneça no exercício das suas funções nos momentos críticos, recebendo a justa indenização pelo direito social (férias) do qual abriu mão em prol da coletividade”, destaca.

O maior peso financeiro do pacote está na reestruturação dos cargos de confiança. O projeto altera a Lei nº 6.903/2023 e eleva a verba indenizatória de funções estratégicas, como chefes de gabinete e secretários, que passarão de R$ 8,5 mil para R$ 12 mil.

A revisão proposta busca recompor valores defasados, garantir condições adequadas para o desempenho das funções nesse novo cenário de incremento de atividades, promovendo justiça e valorização dos servidores, além de assegurar a eficiência dos serviços legislativos sem comprometer a responsabilidade fiscal”.

Paula Calil defende que as propostas possuem viabilidade financeira, garantida por estudos técnicos. “Importa destacar que o projeto se encontra devidamente instruído com o competente estudo de impacto orçamentário e financeiro, elaborado em conformidade com os requisitos legais, bem como com a declaração do ordenador de despesas, assegurando a viabilidade das medidas propostas”, concluiu.

Por FERNANDA ESCOUTO

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