Com a eleição marcada para outubro de 2026, três nomes já se apresentam publicamente como pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso, antecipando articulações políticas e conversas para a formação de alianças no próximo ano. São eles o vice-governador Otaviano Pivetta, o senador Wellington Fagundes e a médica e empresária Natasha Slhessarenko.
A disputa começa a ganhar contornos mais claros em um estado onde, desde a redemocratização, nunca houve segundo turno para a eleição ao Palácio Paiaguás, o que tradicionalmente leva as definições a ocorrerem ainda no primeiro turno.
Otaviano Pivetta se consolida como nome da sucessão estadual

Atual vice-governador, Otaviano Pivetta surge como o nome escolhido pelo governador para dar continuidade ao projeto político em curso. Ele conta com apoio de importantes lideranças políticas e empresariais do estado, especialmente ligadas ao setor do agronegócio, além de respaldo de parte significativa do grupo que hoje comanda o Executivo estadual.
Pivetta deve assumir o comando do Governo em abril de 2026, com a renúncia do atual governador, que articula candidatura ao Senado. Em declarações recentes, o vice afirmou estar pronto para o desafio e defendeu a continuidade do modelo de gestão adotado nos últimos anos.
Wellington Fagundes reforça candidatura após articulação nacional

O senador Wellington Fagundes enfrentou resistência interna em sua legenda ao longo de 2025, mas conseguiu consolidar seu nome após articulação junto à direção nacional do partido. Com o apoio formalizado, o parlamentar passou a se posicionar como alternativa no campo conservador para a sucessão estadual.
Segundo ele, o início de 2026 será dedicado à construção de alianças com prefeitos, vereadores e lideranças regionais, com foco em ampliar sua base política em Mato Grosso.
Natasha Slhessarenko aposta em projeto alternativo e histórico

A médica e empresária Natasha Slhessarenko entrou no radar da disputa ao ser oficialmente apresentada como pré-candidata durante evento partidário no segundo semestre de 2025. Inicialmente cogitada para uma vaga na Câmara Federal, ela passou a ser vista como opção viável para o Executivo estadual.
Aliada a grupos políticos ligados ao campo progressista, Natasha defende um projeto alternativo e destaca a possibilidade de se tornar a primeira mulher a governar Mato Grosso, caso confirme a candidatura.
Outros nomes ainda são cogitados nos bastidores
Além dos três pré-candidatos já declarados, lideranças políticas avaliam a possibilidade de novos nomes entrarem na disputa. Entre eles, o de um senador com longa trajetória política no estado, que ainda não confirmou oficialmente intenção de concorrer.
Com mais de um ano até o pleito, o cenário segue em construção, mas a antecipação das movimentações indica que a corrida pelo Governo de Mato Grosso em 2026 já começou.




