Dois funcionários de uma empresa agrícola atropelaram uma onça-pintada em uma estrada rural de Nova Ubiratã, no norte de Mato Grosso, enquanto gravavam a cena de dentro do veículo. O vídeo mostra os trabalhadores acelerando o carro e perseguindo o animal, que corre entre plantações, claramente em fuga.
No momento em que a onça tenta cruzar a estrada, o carro a atinge frontalmente. A gravação, que já circula amplamente nas redes sociais, revela a perseguição contínua e levanta suspeitas sobre a intenção dos envolvidos.
Ato pode configurar crime ambiental
As imagens sugerem que os funcionários não apenas presenciaram um acidente, mas contribuíram ativamente para que ele acontecesse. Eles aceleram o veículo, mantêm a gravação e conduzem diretamente um ato que a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) pode enquadrar como crime de maus-tratos a animais silvestres.
O artigo 32 da legislação estabelece que praticar atos de abuso, maus-tratos ou ferir animais silvestres constitui crime com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Se o animal morrer — o que ainda não foi confirmado —, a pena aumenta de forma significativa.
Onça-pintada: símbolo nacional sob ameaça constante
A onça-pintada (Panthera onca), maior felino das Américas, integra a lista de espécies ameaçadas de extinção. A destruição de seu habitat, o avanço do agronegócio sobre áreas nativas e os conflitos com humanos representam as principais ameaças à sua sobrevivência.
Perguntas frequentes
Funcionários de uma empresa agrícola perseguiram uma onça e a atropelaram em uma estrada de lavoura.
Sim. A legislação ambiental brasileira considera isso crime, com pena de prisão e multa.
A Justiça pode processar a pessoa, aplicar multa e prender, conforme as circunstâncias do crime.




