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Sem medo da “erva daninha” da extrema direita, Blairo afirma que governo Lula vai bem

A declaração do ex-governador, ex-ministro da Agricultura e ex-senador Blairo Maggi avaliando de forma positiva o governo Lula não surpreendeu. Blairo foi coerente com o seu perfil de empresário e com sua experiência na administração pública. Fez uma avaliação sem paixão, sem dar bola para a chamada polarização e muito menos para a extrema direita que contamina parte do agro. “Dentro do possível está indo bem”, afirmou Blairo. Quais seriam as variáveis deste “dentro do possível”? Em óbvio são duas: a) o cenário de crise global, agravada pelas guerras e tarifaços, e b) um Congresso radical dominado pela estridência da extrema direita.

Na avaliação de Blairo Maggi o entendimento que lhe interessa é o que afeta e diz respeito ao agro, a sua área de negócios. A gestão do presidente Lula tem feito muito pelo setor, atendendo a todas as dimensões do agro, grandes, médios e pequenos produtores. Só a chamada “erva daninha” do agro dominado pela extrema direita faz o discurso da recusa da inteligência em favor da ignorância. Em Mato Grosso é o caso das figuras carimbadas do bolsonarismo radical que falam mal do governo federal como um instrumento eleitoreiro. O agro que pensa, o agro que analisa as ações do governo federal, e o agro que vê os resultados, tem essa mesma opinião que Blairo Maggi expressou com a segurança e a independência de sempre. Blairo não tem medo da erva daninha da extrema direita que contamina parte do agro. Poucos empresários têm esta liberdade de dizer o que pensa, ainda que com as ressalvas feitas por ele, uma maneira elegante e política para não estimular o radicalismo.

Na verdade, o ex-governador de Mato Grosso, ex-senador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tem alternado entre críticas e elogios ao governo do presidente Lula, focando principalmente na condução da política econômica e no suporte ao agronegócio.

Recentemente, os elogios de Maggi concentraram-se em medidas pragmáticas de apoio ao setor produtivo. Abaixo estão os principais motivos:

1. Proteção contra Barreiras Externas (Tarifaço dos EUA)

Em agosto de 2025, Maggi classificou como um grande acerto a decisão de Lula de abrir R$ 30 bilhões em crédito para socorrer exportadores brasileiros. Essa medida foi uma resposta direta às tarifas de 50% impostas pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, protegendo o agronegócio de um impacto financeiro devastador.

2. Planos Safra Robustos

Maggi afirmou em entrevistas que, apesar de divergências ideológicas entre o setor e o governo, não vê “grandes problemas” na conduta de Lula em relação à agricultura no que tange a:

Recursos: Reconhecimento da manutenção de volumes adequados para o financiamento da produção.

Gestão de Recursos: Aprovação da forma como os Planos Safra têm caminhado, garantindo previsibilidade para o plantio.

3. Postura Moderadora e Diálogo

Mesmo sendo uma figura central do agro (setor que tem  muitas vezes resistências ao PT), Maggi atua como uma “ponte” inteligente entre o governo e os produtores. Ele elogia a disposição do presidente Lula para o diálogo em momentos de crise, embora ressalve que ainda existem pontos de forte tensão, como:

Fiscalização ambiental: Que ele considera por vezes “maldosa” ou excessivamente dura.

Questões fundiárias: O receio de parte mais radical do setor, dominado pela extrema direita, com invasões de terra e a atuação do MST.

Histórico de Aliança

Do Buraco da memória. Vale lembrar que essa relação não é nova. Maggi foi um aliado importante nos primeiros mandatos de Lula, chegando a declarar em 2011 e 2014 que o Brasil “colheu os frutos” do que foi plantado na gestão de Lula, especialmente na união em torno de projetos de desenvolvimento econômico.

Em resumo, os elogios atuais são da sua lógica inteligente voltada para os interesses do agro de todos os tamanhos, grandes, médios e pequenos produtores: Maggi reconhece quando o governo age para proteger a economia e o fluxo de capital do agronegócio frente a instabilidades internacionais ou necessidades de crédito.

 

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