O registro foi feito pelo site Diário de Cuiabá, revelando o uso escancarado da máquina pública em campanha eleitoral extemporânea. O governador Mauro Mendes (União) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), cumprem agenda pelo interior com discurso abertamente eleitoreiro.
O vice-governador tem ganhado os holofotes e os elogios de prefeitos e deputados aliados, nas inaugurações que o governador Mauro Mendes intensificou no Estado
Em meio às articulações para disputar uma vaga no Senado – o que ele insiste em tentar “esconder” -, Mauro Mendes (União) tem intensificado a pré-campanha eleitoral.
Durante quase duas semanas, o governador, com um séquito formado por secretários e deputados da base, entregou obras no Vale do Araguaia (Leste de MT).
Nesta semana, ele voltou ao interior do Estado, desta vez no Sul, onde deu sequência a inaugurações e promessas de que a “festa” vai continuar, se o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sucedê-lo no Paiaguás.

Na verdade, Mauro Mendes tem se esforçado para agradar os eleitores e tem sempre colocado com um dos focos das solenidades justamente o seu vice.
Como se sabe, ele impôs, no contexto do União Brasil, Pivetta para ser o seu candidato a governador. O que desagradou alguns caciques da legenda.
Matéria do jornalista Jonas da Silva, do site MidiaNews, destaca também o uso, sem cerimônia, da máquina do governo do estado na pré-campanha de governador de Otaviano Pivetta:
Em pré-campanha para o Governo do Estado, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rodou pela primeira vez sozinho o interior do Estado para fazer uma série de inaugurações, entregas, vistorias e assinatura de novas obras e investimentos.
O discurso foi francamente eleitoreiro, cheio de menções à disputa eleitoral: “Passou o tempo em que o Governo do Estado de Mato Grosso era feito por promessa, por discurso vazio”, diz Otaviano no palanque montado na agenda de governo. Na verdade, o maior vazio é da falta de fiscalização dos abusos de poder político destas caravanas eleitorais do governo estadual.
Por Pedro Pinto de Oliveira




