Uma mulher de 58 anos, cujo nome não foi revelado, trabalhava num pasto com com ovelhas na Grécia.
De acordo com relato de caso publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), em setembro do ano passado, a mulher “notou inúmeras moscas zumbindo ao redor de seu rosto” e, cerca de uma semana depois, começou a sentir dor nos seios nasais. Nas semanas seguintes, ela teve “tosse intensa”, mas nenhum outro sintoma.
Até que em 15 de outubro, ela espirrou e expeliu um “verme”.
O caso chamou a atenção de um médico. Dias depois, o otorrinolaringologista realizou uma cirurgia para remover 10 larvas e uma pupa — um inseto adolescente entre os estágios larval e adulto — das grandes cavidades nasais da grega.
Com a ajuda de descongestionantes nasais, a mulher se recuperou completamente e nenhum de seus colegas de trabalho apresentou sintomas semelhantes.
Os testes de DNA nas larvas e na pupa desalojadas, uma das quais tinha quase 2,5 cm de comprimento, revelaram que eram larvas de moscas-varejeiras (Oestrus ovis), um parasita com um histórico bem documentado de se alojar nas vias nasais de ovelhas e cabras.
Em humanos, isso é menos comum.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/o/M/14hlTgSUaFrJGeWm8gJA/blog-worm.jpg)
Houve alguns casos dessas moscas se instalando em cavidades humanas, mais comumente ao redor dos olhos — uma condição conhecida como miíase oftálmica — em vez de no nariz ou na boca. Historicamente, as larvas nesses casos não conseguiam se desenvolver além do primeiro estágio larval para se tornarem criaturas vermiformes completas.
Nos últimos anos, isso mudou um pouco. Há relatos de larvas em estágios mais avançados crescendo em pessoas, especialmente quando a pessoa apresenta imunossupressão ou tem “anormalidades traumáticas ou anatômicas das vias nasais”. Foi o caso da paciente grega.
Por Fernando Moreira



