O tribunal do Condado de Perry foi palco de uma cena impactante nesta quinta-feira (19). O pequeno Clayton Dietz, de apenas 11 anos, compareceu à sua primeira audiência preliminar usando algemas e restrições de mobilidade. O garoto é acusado de assassinar o pai adotivo, Douglas Dietz, com um tiro na cabeça após ter o seu videogame confiscado.
O crime ocorreu no dia 13 de janeiro de 2026. Segundo o depoimento da madrasta, Jillian Dietz, ela acordou com um forte estampido e cheiro de pólvora. Ao tentar despertar o marido, percebeu que ele estava baleado. No momento em que a polícia chegou à residência, um dos agentes relatou ter ouvido o menino confessar espontaneamente: “Eu matei o papai”.
Um dos pontos mais polêmicos do caso é a decisão da promotoria de denunciar o menino por homicídio doloso (quando há intenção de matar) sob as leis de adultos. Na Pensilvânia, casos de homicídio de primeiro ou segundo grau começam automaticamente no tribunal de adultos, independentemente da idade do réu.
A defesa, liderada pelo advogado Dave Wilson, trabalha agora para transferir o processo para o Tribunal de Menores. Se condenado como adulto, Clayton pode enfrentar prisão perpétua; já no sistema juvenil, o Estado teria custódia sobre ele apenas até os 21 anos.
Clayton deixou o tribunal sob forte escolta, vestindo um moletom preto com o capuz cobrindo o rosto. A defesa alega que a criança possui questões emocionais que precisam ser avaliadas. O acesso à arma utilizada no crime — que pertencia ao pai — também é alvo das investigações.
O caso segue sem data definida para julgamento, enquanto Clayton permanece detido na prisão do condado, isolado da população carcerária adulta.




