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Mais de 3,3 bilhões do crime são bloqueados em um ano em MT

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Especialistas e autoridades públicas ligadas ao setor de segurança pública apontam que a uma das estratégias mais eficazes no enfrentamento ao crime organizado é a descapitalização, por meio da identificação, apreensão e alienação de bens e valores adquiridos com recursos ilícitos.

Em Mato Grosso, dados da Diretoria de Atividades Especiais (DAE) da Polícia Civil (PC) mostram que, em 2025, apenas em bloqueios de bens, como dinheiro em conta, móveis e imóveis, houve um crescimento de 4.977% em 2025, subindo de R$ 65 milhões para R$ 3,3 bilhões. Também foram apreendidos 73 carros.

Esse incremento resulta da intensificação das ações de combate às facções criminosas, por meio de operações “Tolerância Zero” e “Inter Partes”, realizadas de forma contínua do Governo do Estado, com objetivo de desarticular a atuação dos criminosos e investigar o crime de lavagem de dinheiro dentro das organizações criminosas.

Conforme a PC, ao longo do ano passado, foram realizadas 143 operações pelas delegacias que compõem a DAE, 19% a mais do que o todo o ano de 2024 e o maior número de operações em um ano da história da diretoria.

Somente contra facções criminosas foram realizadas 53 operações, que resultaram na apreensão de R$ 1.552.367 em espécie, 13 armas e 46 veículos, 212 presos por mandados e 44 pessoas presas em flagrante, e no bloqueio de R$ 24.107,990,06.

Ainda, conforme balanço divulgado pela assessoria de imprensa da PC, houve o aumento de 300% nas apreensões de drogas, que passaram de três para 12 toneladas, de 2024 para 2025. Somadas todas as delegacias, foram apreendidas 52 armas, o que simboliza um aumento de 73% em comparação com o ano anterior.

Também foram apreendidas quase 8 toneladas de pescado ilegal, um crescimento de 3.900%, e 881.756 m³ de madeira ilegal, um aumento de 31,61%, quando comparados com 2024.

As delegacias que compõem a DAE ajuizaram 647 representações judiciais (64% a mais do que em 2024), instauraram 1.411 inquéritos (aumento de 11%) e concluíram 2.092 procedimentos, um aumento de 40%.

Para o diretor de Atividades Especiais, delegado Cláudio Álvares Sant’Ana, números tão expressivos como estes resultam de três motivos, sendo eles, o uso da tecnologia, o acompanhamento em tempo real das unidades, com alinhamento com os titulares, e o foco no lado operacional.

“Nós estamos utilizando a tecnologia a nosso favor. Foram criados painéis digitais em que eu tenho monitoramento diário de toda a produtividade de cada unidade da Diretoria de Atividades Especiais. A partir desse monitoramento, a gente consegue ver onde estão os pontos fortes e onde a gente precisa melhorar em cada unidade”, afirmou.

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