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Lula defende investimento na defesa: “Qualquer dia alguém invade a gente”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (9) mais investimentos na área de defesa, ao lado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto, em Brasília, ao afirmar que o Brasil precisa se preparar porque “qualquer dia alguém invade a gente”.

Ao comentar a política de defesa brasileira, Lula disse que o país não possui bomba nuclear e destacou que os drones nacionais servem à agricultura, à ciência e à tecnologia, e não à guerra, em defesa de um perfil estratégico voltado à proteção do território.

Defesa como dissuasão

O presidente afirmou que o governo pensa em defesa “como dissuasão”, ao reforçar a necessidade de o Brasil se antecipar a possíveis ameaças externas. Segundo ele, a ampliação dos investimentos não significa adotar uma postura ofensiva, mas garantir capacidade de resposta.

Na visão de Lula, a preparação militar deve acompanhar o peso internacional do país e a extensão de seu território. Ele indicou que, sem uma estrutura adequada de defesa, o Brasil se torna mais vulnerável a pressões ou agressões.

Parceria militar com África do Sul

Ao tratar da cooperação com a África do Sul, Lula disse que o país africano “poderá se tornar mercado relevante para a indústria de defesa” brasileira, em um cenário de maior integração entre os dois governos nessa área.

Para o petista, Brasil e África do Sul têm necessidades semelhantes no campo da defesa. “Isso é uma coisa que o Brasil tem uma necessidade similar à da África do Sul, portanto precisamos juntar nosso potencial e ver o que podemos produzir juntos”, afirmou o presidente, ao defender projetos comuns.

Lula acrescentou que os dois países não precisam “ficar comprando dos senhores das armas” e que “poderemos produzir” equipamentos próprios. Ele completou que é preciso se convencer de que “ninguém vai ajudar a gente além de nós mesmos”, ao enfatizar a importância de fortalecer a indústria de defesa regional.

Ramaphosa desembarcou em Brasília para visita de Estado que inclui, além do encontro no Planalto, almoço no Itamaraty e compromissos no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF). As conversas sobre cooperação na área de defesa integram uma agenda mais ampla de aproximação política e econômica entre Brasil e África do Sul.

Críticas a gastos com armas

Apesar de defender mais recursos para o setor, Lula costuma criticar, em discursos, o volume de investimentos em armamentos e em defesa em outros países, especialmente quando aborda temas sociais.

O presidente frequentemente afirma que nações destinam bilhões de dólares à produção de armas quando, em sua avaliação, deveriam concentrar esforços em erradicar a fome no mundo. Ele repete esse argumento em fóruns internacionais e em agendas sobre desenvolvimento.

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