O senador Jayme Campos (União) reafirmou, hoje (07), sua disposição inabalável em disputar o Governo de Mato Grosso nas próximas eleições, em outubro deste ano. Durante o ato de filiação do Podemos, em Cuiabá, o parlamentar ignorou os movimentos internos de seu partido e de adversários, garantindo que sua candidatura é irreversível.
“Só se Deus me tirar. Tem duas pessoas que me tiram da palha: primeiro é Deus; segundo, se meu filho levantar da sepultura e vir pedir ‘Jayme Campos, meu pai querido, eu quero a sua parte na candidatura‘”, disparou o senador.
A declaração de Jayme ocorre em um momento de isolamento dentro do próprio União Brasil. O governador Mauro Mendes, presidente estadual da sigla, já declarou publicamente que seu candidato à sucessão é o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Sem se intimidar com a preferência do correligionário ou com o embate interno, Jayme foi categórico sobre o resultado das urnas.
“Vou ganhar a eleição. Eu vou ganhar a eleição para o povo“.
Cenário de fragmentação
O posicionamento de Jayme Campos coloca ainda mais pressão sobre o arco de alianças da direita em Mato Grosso. Além da resistência interna de Mauro Mendes, o senador terá que enfrentar o projeto do PL, que também neste sábado teria sido “cravado” por Wellington Fagundes após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. Wellington garantiu que tem a “bênção” de Bolsonaro para ser o nome da oposição ao atual grupo do Paiaguás.
Mesmo diante de um cenário de fragmentação, onde Pivetta conta com a máquina estadual e Wellington busca herdar os votos bolsonaristas, Jayme sinaliza que não pretende recuar.
A fala sobre o filho, falecido há mais de 20 anos, foi usada para selar o compromisso com o projeto político. Com o União Brasil rachado e o PL isolado em chapa pura, a corrida sucessória de 2026 ganha contornos de confronto direto entre as principais lideranças do estado.
Por GUSTAVO CASTRO
KARINE ARRUDA



