O Irã divulgou nesta segunda-feira (2) uma imagem da preparação das sepulturas de estudantes mortos em um ataque a uma escola feminina em Minab, no sul do país. A instituição foi bombardeada na manhã de sábado (28), o ataque deixou 153 mortos e 95 feridos.
O governo iraniano atribuiu a ofensiva aos Estados Unidos e a Israel, que teriam lançado um ataque coordenado contra o país no mesmo dia. Após o ataque, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou o bombardeio como um “ato bárbaro” e “criminoso”. Já o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que a ação “não ficará sem resposta”.
Em entrevista ao SBT News no domingo, (°1), o major Rafael Rozenszajn, porta-voz de Defesa de Israel para países de língua portuguesa, disse não ter informações exatas sobre o caso. “Todos os nossos alvos são alvos militares. Isso não quer dizer que civis não vão pagar o preço da guerra. Não conseguimos dizer, neste momento, o que aconteceu neste ataque, se foi israelense, americano, se foi um alvo militar que estava dentro de uma escola, se são imagens atuais ou não. Uma coisa sei dizer: vocês não podem basear informações com regime terrorista.”
Também nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou ataques com mísseis e drones contra alvos militares dos EUA e de Israel.
EUA x Irã
O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (28), que deixou mais de 200 mortos, em meio às negociações com Washington sobre um novo acordo nuclear.
O impasse remonta ao pacto firmado em 2015, durante o governo de Barack Obama, e abandonado em 2018 por Donald Trump. Após a saída dos EUA, Teerã ampliou o enriquecimento de urânio. A gestão de Joe Biden tentou retomar o acordo, sem sucesso.
Na quinta-feira (26), representantes dos dois países se reuniram na Suíça e indicaram avanço nas conversas, com próxima etapa prevista em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica. Os ataques recentes, porém, voltaram a elevar a tensão no Oriente Médio.
Por Vicklin Moraes




