quantidade de imigrantes da Venezuela que vivem em Cuiabá saltou de 252 em 2020 para 821 em 2025. O número é o equivalente ao triplo de venezuelanos. O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que Mato Grosso abriga hoje 19.342 estrangeiros, dos quais 5.127 são venezuelanos — cerca de 52,28% – o que representa mais da metade da população imigrante no estado.
O êxodo populacional intensificou-se a partir de 2018, motivado pela severa crise política e econômica na Venezuela. O processo de chegada ao Brasil ocorre majoritariamente por Boa Vista (RR). Após cruzarem a fronteira, os imigrantes são integrados ao programa de interiorização do Governo Federal, que busca espalhar essa mão de obra e as famílias por outras regiões em busca de emprego e moradia.
A Pastoral, apoiada pela ONU, é o principal ponto de acolhimento
Em Cuiabá, o Centro da Pastoral para Migrantes, apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), é o principal ponto de acolhimento. O local oferece: orientação para documentação, atendimento de saúde, alimentação e alojamento temporário até a estabilização financeira.
O contexto da crise humanitária venezuelana ganhou um novo capítulo com a recente prisão de Nicolás Maduro, determinada pelo presidente norte-americano Donald Trump. A medida gerou reações imediatas na comunidade imigrante em Cuiabá, que chegou a realizar atos comemorativos na cidade para celebrar a decisão.
Enquanto Maduro aguarda julgamento pela corte americana — onde pode enfrentar prisão perpétua —, a Venezuela é conduzida pela vice Delcy Rodríguez. Ela assume a complexa tarefa de governar um país em crise e estabelecer canais de negociação com a administração Trump, mantendo a região sob um clima de incerteza política.
Por CAMILA RIBEIRO




