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Gerente da Sinal Verde Turismo grava certificado digital, desvia R$ 310 mil de empresa e acaba condenado

O juiz da 8ª Vara Criminal de Cuiabá, Jurandir Florêncio de Castilho Júnior, condenou Attila Aparecido Tabory Filho e Igor Luiz Alves da Silva por desviarem R$ 310 mil da empresa Sinal Verde Turismo, em 2016.

Attila era gerente operacional da empresa e gravou o código de um certificado digital que permitia a realização de transações bancárias. O valor foi transferida para Igor, mototaxista que já havia prestado serviço à Sinal Verde Turismo.

Posteriormente, parte do dinheiro foi dividida pelos golpistas. Mais de R$ 100 mil chegou a ser bloqueado por uma instituição financeira e restituído à vítima.

Com a condenação, os dois terão que devolver R$ 196.206,88, referente ao prejuízo causado pela fraude.

“Assim, com fulcro no art. 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, fixo o valor mínimo de indenização em R$ 196.206,88 (cento e noventa e seis mil duzentos e seis reais e oitenta e oito centavos), a ser pago solidariamente pelos réus à vítima”, diz trecho da sentença proferida no dia 3 de fevereiro.

A fraude

Attila, além de gerente operacional da Sinal Verde Turismo, ocasionalmente atuava como técnico em informática. Em setembro de 2015, ele se aproveitou da função para ter acesso ao computador corporativo utilizado por uma funcionária responsável pelo setor financeiro. Na ocasião, conseguiu gravar o código do certificado digital que permitia transações bancárias.

No dia 4 de fevereiro de 2016, Attila efetuou uma transferência eletrônica no valor de R$ 310 mil da conta da empresa no Banco Bradesco para a conta de Igor no Banco Itaú. Ele utilizou as informações do certificado digital que havia gravado e realizou a operação a partir de um notebook que um cliente havia esquecido em um veículo da empresa.

Após a transferência, Attila incendiou o notebook e o pen drive.

Ao receber o dinheiro, Igor transferiu o valor para Attila, na Caixa Econômica Federal.

Parte da quantia foi bloqueada após Attila emitir seis boletos que somavam R$ 245 mil. O restante foi dividido entre os dois.

A fraude foi descoberta quando a funcionária do setor financeiro não conseguiu acessar o sistema bancário. O gerente do Banco Bradesco informou que a transferência havia sido realizada para um favorecido desconhecido, por meio do token da empresa, que posteriormente pulverizou o dinheiro em diversas contas.

Ao ser descoberto, Attila alegou ter cometido o crime sem má intenção inicialmente, mas, sentindo-se injustiçado pelo tratamento do proprietário da empresa, decidiu realizar a transferência.

Já Igor afirmou que sabia se tratar de conduta ilícita, mas disse desconhecer a origem do dinheiro.

Ambos foram condenados por furto qualificado por abuso de confiança e concurso de pessoas.

De acordo com a sentença, além de devolver R$ 196.206,88 à vítima, valor que deve ser corrigido monetariamente desde a data do crime, Attila e Igor foram condenados a dois anos de prisão em regime aberto.

Além disso, deverão arcar com as custas do processo.

Por VANESSA MORENO

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