A representação de Mato Grosso no Senado Federal utilizou pouco mais de R$ 1,2 milhão da cota oficial para custear suas atividades ao longo do último ano. O valor total reflete as movimentações financeiras de quatro nomes: os titulares Jayme Campos e Wellington Fagundes, além de Margareth Buzetti e José Lacerda, que ocuparam a cadeira deixada pelo ministro Carlos Fávaro.
A análise das notas fiscais revela prioridades distintas entre os parlamentares. No topo da lista de despesas está Jayme Campos, cujo orçamento foi fortemente impactado pela promoção do mandato e pelo deslocamento aéreo, categorias que consumiram R$ 371 mil. Logo em seguida, Wellington Fagundes apresentou um perfil de gastos voltado para a operação logística, com faturas expressivas em alimentação e combustíveis.
Em um patamar financeiro diferente aparecem os suplentes. Margareth Buzetti, por exemplo, direcionou a maior parte de sua verba para a estrutura administrativa, focando no aluguel de escritórios e na contratação de consultorias de apoio. A soma dos gastos dela e de José Lacerda ficou abaixo dos R$ 400 mil, evidenciando uma gestão de custos mais contida se comparada aos veteranos da Casa.
Dinâmica anual e economias
O fluxo de gastos acompanhou o ritmo do Congresso Nacional. Enquanto o mês de janeiro — auge do recesso — registrou a menor economia (R$ 62,1 mil), setembro foi o período de maior atividade e desembolso, chegando a quase R$ 145 mil em um único mês.
Um ponto comum entre os quatro representantes foi a dispensa de certos serviços permitidos pela cota: nenhum dos senadores utilizou dinheiro público para contratar segurança privada em 2025.
Toda a verba declarada foi concentrada em itens básicos de manutenção do mandato, como passagens, hospedagens e apoio técnico.
Destaques do Levantamento:
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Total Consumido: R$ 1,2 milhão (aproximadamente).
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Maiores Custos: Divulgação parlamentar e passagens aéreas.
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Pico de Gastos: Setembro (R$ 144,7 mil).
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Baixa de Gastos: Janeiro (R$ 62,1 mil).
- Por Dayelle Ribeiro




