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Faturando mais de R$ 2 bilhões, Flamengo pode ser ‘Bayern do Brasil’? Especialistas respondem

O novo CEO do Grêmio, Alex Leitão, fez duras críticas à postura do Flamengo nos debates envolvendo os direitos comerciais do futebol brasileiro e afirmou que o clube carioca trabalha para transformar o Campeonato Brasileiro em um modelo semelhante ao da Bundesliga, dizendo que os rubro-negros querem exercer papel dominante nos moldes do Bayern de Munique na Alemanha.

“O que o presidente do Flamengo quer é que o Brasileirão se transforme em uma Bundesliga, onde o Flamengo seja o Bayern de Munique. De cada dez campeonatos, ele vai ganhar nove. Isso é o que ele quer, e é legítimo”, declarou, em entrevista à “Zero Hora”.

Neste ano, o Flamengo vai se tornar o primeiro clube brasileiro a superar a marca de R$ 2 bilhões de receitas numa única temporada. A previsão da diretoria estava estimada em R$ 1,8 bilhão, mas a premiação do título da CONMEBOL Libertadores e a participação na Copa Intercontinental aumentaram os números.

No Brasil, o Flamengo também foi o primeiro a atingir a marca do bilhão em faturamento, em 2022, repetindo os números em 2023 e 2024. Ao lado dele somente Corinthians e Palmeiras atingiram esses feitos na última temporada. A equipe alviverde tem estimativas de bater R$ 1,6 bilhão em 2025, o que seria um recorde em sua história.

“Sempre digo que a grande diferença no futebol brasileiro não é entre SAF e modelo associativo, e sim entre clube bem gerido e clube mal gerido. Para mim, existem quatro categorias: SAF bem gerida, SAF mal gerida, clube associativo bem gerido e clube associativo mal gerido. O que sustenta o Flamengo é exatamente essa combinação entre abundância de recursos e organização. Assim como o Palmeiras, iniciou a transformação há cerca de dez anos, abrindo mão de títulos e evitando loucuras no começo. Eles se organizaram, reduziram ou quitaram dívidas, investiram em base e infraestrutura”, avalia Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia durante o processo da SAF do clube com o Manchester City e atual CEO da Squadra Sports.

“Há, sim, uma tendência de que os clubes grandes e organizados do país sigam dominando e ampliem esse domínio nos próximos anos. No futebol nada é garantido, mas hoje o cenário aponta para isso. A superioridade de clubes como o Flamengo é fruto de duas coisas muito claras: tamanho econômico e organização, com as finanças equilibradas e a estrutura fortalecida”, complementou.

“O destaque do Flamengo no cenário nacional e internacional está também relacionado às receitas, mas este não é o único elemento importante. Estamos falando de uma gestão que se tornou referência no futebol brasileiro, principalmente quando tratamos de profissionalização e boas práticas de governança. A meu ver, estes, sim, são os elementos essenciais que permitem a maior competitividade que hoje se vê em campo”, diz Moises Assayag, sócio diretor da Channel Associados e especialista em finanças no esporte.

“O exemplo do Flamengo é bastante ilustrativo. O clube abdicou de montar grandes times por alguns anos, com o objetivo de diminuir o tamanho da dívida e pagar as contas. Só depois, com o orçamento mais equilibrado e a capacidade de gerar caixa sendo recuperada, começou a mirar resultados esportivos mais ambiciosos. É um caminho mais difícil, mas o rubro-negro mostrou que, no médio e longo prazos, vale a pena”, acrescentou.

Nos últimos dias, Flamengo e Palmeiras foram indicados ao prêmio de melhor clube do mundo. As equipes concorrem com mais 14 times no Globe Soccer Awards, entre eles, Bayern de Munique, BarcelonaChelsea e PSG. A premiação é definida por voto popular e júri, e o vencedor será divulgado em cerimônia que acontece dia 28 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

“Clubes melhor administrados, no longo prazo, tendem a gerar mais receitas e reduzir custos. Com maior superávit, eles tendem a formar equipes e elencos melhores. Esses, geram mais premiações e receitas com transferências, em um círculo virtuoso, que permite acessar melhores atletas e vencer mais jogos com eles. Esses jogos, isolados, são imprevisíveis, mas um grande conjunto deles, não”, aponta Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, que gerencia a carreira de centenas de atletas.

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