O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), assinou nesta quarta-feira (18) um acordo de cooperação em minerais críticos e terras raras com os Estados Unidos. Nas mídias sociais, uma postagem oficial afirma que a parceria foca em “pesquisa, capacitação, ambiente regulatório e parcerias entre governo, universidades e setor privado”.
Caiado alegou que o acordo abre portas para investimentos e tecnologia. “A parceria com os Estados Unidos não é só de cooperação, é um salto de desenvolvimento que coloca Goiás na linha de frente de um setor estratégico para o mundo. Com pesquisa, inovação e segurança jurídica, abrimos caminho para atrair investimentos e desenvolver toda a cadeia produtiva, do minério ao produto final”, escreveu nas mídias sociais.
Goiás é o estado que tem a única mina privada do segmento e em atividade comercial no Brasil, em Minaçu, no Norte do estado. Além disso, o chefe do Executivo goiano tem um projeto orçado em R$ 2,8 bilhões para abertura de novas, nos municípios de Nova Roma e Aparecida de Goiânia.
Desde o início do mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem focado no Brasil como “parceiro” promissor em minerais críticos. Atualmente, o país sul-americano é o segundo do mundo com maior reserva de terras raras — 23% do total —, atrás apenas da China (49%).
Protagonistas no setor, os chineses chegaram a ter 95% da participação global em 2010. Os minerais raros são usados para fabricação de diversos produtos de alta tecnologia, como celulares, computadores, turbinas eólicas, equipamentos médicos ou até mísseis e caças.
O acordo goiano ocorre antes de uma eventual parceria norte-americana com o governo federal, que tenta dialogar com Trump para defender o controle nacional e a soberania sobre esses minerais.
A Embaixada dos Estados Unidos informou, por meio de postagem nas mídias sociais, que o acordo reforça outras ações: “Por meio de financiamento do U.S. International Development Finance Corporation, os EUA investiram mais de US$ 600 milhões em projetos de minerais críticos no Brasil”. A medida, contudo, recebeu críticas na publicação.
Por Giovana Cardoso




