O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu o prazo de cinco dias para que a defesa de Vanderson Alves Nunes preste esclarecimentos sobre o descumprimento de medidas cautelares, após a constatação de violação da área de cobertura da tornozeleira eletrônica. A decisão foi proferida no último dia 10 de janeiro. Vanderson é investigado no STF por incitação ao crime e associação criminosa, diante de sua participação no 8 de janeiro.
Conforme informado pela Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico de Pessoas do Estado de Mato Grosso, o réu violou a área de monitoramento eletrônico no dia 19 de dezembro de 2025, caracterizando o descumprimento das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.
O acusado deixou a prisão em janeiro de 2023, mediante a imposição de uma série de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana, proibição de sair da comarca, comparecimento semanal em juízo, entrega e cancelamento de passaportes, suspensão de registros e porte de armas, além da proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados.
Diante da violação, o ministro determinou a intimação dos advogados constituídos para apresentarem explicações no prazo máximo de cinco dias, sob pena de decretação imediata da prisão em regime fechado, nos termos do Código de Processo Penal. A defesa também deverá apresentar as alegações finais em até 15 dias.
“Intimem-se os advogados constituídos do réu Vanderson Alves Nunes para que prestem esclarecimentos sobre os descumprimentos das medidas cautelares impostas, sob pena de decretação imediata da prisão, no prazo máximo de 5 (cinco) dias, bem como para apresentar alegações finais, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de declaração de ausência de defesa e nomeação da defensoria pública da união”, diz trecho da decisão.
A decisão ainda prevê que, em caso de ausência de manifestação, será declarada a ausência de defesa, com a nomeação da Defensoria Pública da União.
Quer ser candidato
Na semana passada, o vereador Rafael Ranalli (PL), durante um encontro com o investigado, chegou anunciar a pré-candidatura a deputado estadual de Vandinho. Na ocasião, o parlamentar fez questão de tirar foto com o liberal e posar com a tornozeleira eletrônica, fruto de sua condenação pelo Supremo.
Posteriormente, o acusado gravou vídeo onde abordava pessoas na rua e os confrontava sobre Lula. Na ocasião, foi refutado por um sem-teto, que disse que “mora na rua, mas não usa tornozeleira”.
Por Fred Moraes




