(Arquivo) O presidente argentino, Javier Milei – AFP/Arquivos
“As acusações e os insultos presidenciais alimentam um exército de trolls – sob a proteção do anonimato e de um financiamento encoberto – que multiplicam as agressões verbais e abrem caminho para a violência física. Esse clima hostil estimula a autocensura e prejudica a atividade jornalística”, ressalta o texto.
A associação contabilizou nos últimos dois meses mais de 50 casos de jornalistas e veículos que foram alvo de “acusações infundadas e desqualificações estigmatizantes”.
O presidente Milei, que assumiu o cargo em dezembro, costuma criticar os veículos ou jornalistas que não são gentis com suas políticas e questioná-los em seus discursos, entrevistas ou na rede social X.
A Adepa também denunciou “os numerosos ataques a jornalistas durante coberturas de manifestações” no ultimo semestre e condenou “as agressões sofridas por cronistas atingidos por balas de borracha de forças policiais e golpes e insultos de manifestantes” durante uma manifestação em frente ao Congresso em fevereiro.
A associação considerou preocupante um decreto publicado neste mês que modifica uma lei que garante desde 2016 o acesso à informação pública. “Tratam-se de alterações que, por sua ambiguidade e amplitude, vão de encontro ao espírito de uma norma que consagra princípios de ‘divulgação máxima’”, ressalta o relatório. “A transparência é a regra; o sigilo é a exceção.”
Fonte: Istoé




