Apontado como responsável pela logística de uma organização criminosa envolvida no maior assalto já registrado em Mato Grosso, Pablo Henrique de Sousa Franco, que foi preso na última quinta-feira (9), durante a terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada pela Polícia Civil, ostentava luxo nas redes sociais, com registros em embarcações e passeios de quadriciclo. (Veja vídeo no final da matéria)
Pablo é portador de nanismo e conhecido pelo apelido de “Pouca Sombra”, ele foi preso em Marabá (PA), três anos após o crime.
Imagens mostram ele curtindo, em momentos diferentes, a bordo de uma lancha e passeando em quadriciclo no Pará.
A operação foi deflagrada para cumprir 97 ordens judiciais expedidas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações, responsabilizar os envolvidos e desarticular a estrutura financeira da organização criminosa.
O grupo é investigado por planejar e executar o ataque ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa, na modalidade conhecida como “domínio de cidades” ou “Novo Cangaço”. A ação envolveu ao menos 50 participantes, divididos em núcleos operacionais com funções específicas, como comando, logística, execução e suporte em outros estados.
Na ocasião, criminosos fortemente armados sitiaram a cidade, invadiram o quartel da Polícia Militar, renderam agentes e incendiaram o local. Simultaneamente, outras frentes do grupo promoveram destruição de veículos e prédios públicos para dificultar a resposta das forças de segurança.
O alvo principal era uma empresa de transporte de valores. Apesar do uso de explosivos de alta potência, os criminosos não conseguiram acessar o cofre e fugiram, abandonando veículos e parte do material utilizado na ação.
As investigações indicam que a organização atuava de forma estruturada em diferentes estados, com divisão em seis núcleos, incluindo apoio logístico no Pará e Tocantins, além de um setor voltado à locação de veículos para dar suporte à fuga.
Ainda conforme a apuração, integrantes do grupo e armamentos apreendidos têm ligação com outros crimes, incluindo assaltos de menor porte utilizados para financiar as atividades ilícitas e posterior lavagem de dinheiro.
O ataque em Confresa foi marcado por extrema violência, com uso de armamento pesado, explosivos e restrição da liberdade de moradores, em uma ação coordenada para intimidar a população e desafiar as forças de segurança.
A primeira fase da Operação Pentágono resultou na prisão de três envolvidos nos estados do Pará e Tocantins, além da identificação de imóveis utilizados como apoio ao grupo. Já na segunda fase, em outubro de 2023, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em seis estados, com apreensão de armas, munições, veículos e equipamentos eletrônicos.
Por MICHEL FASOLO




