Algumas casas na cidade de Catia La Mar, perto da capital da Venezuela, Caracas, foram danificadas ou destruídas na operação militar dos EUA que capturou o presidente Nicolás Maduro. A informação é de moradores da região. Ao mesmo tempo, autoridades do país informaram a morte de pessoas sem especificar dados ou números.
Jonatan Mallora, um mototaxista de 50 anos, e seu vizinho Angel Alvarez, vendedor ambulante, disseram que acordaram no sábado (3) com explosões em sua comunidade no estado de La Guaira, cerca de 31 quilômetros ao norte de Caracas.
Autoridades venezuelanas afirmaram que os EUA atingiram áreas em La Guaira, Caracas e nos estados vizinhos de Miranda e Aragua. Também declararam que soldados, civis e grande parte da equipe de segurança de Maduro foram mortos, embora não tenham fornecido números precisos sobre mortos e feridos.
O pequeno bairro de Romulo Gallegos, onde Mallora e Alvarez moram, foi danificado no ataque dos EUA a uma academia naval próxima.
“Foi pura sorte eles não terem matado meus filhos”, disse Mallora, em meio aos escombros de seu apartamento, onde o teto foi destruído. Ele contou que fugiu e escapou ileso acompanhado da filha de 24 anos e do filho de 22.
Alvarez examinou os danos causados por estilhaços na parede de seu apartamento e no tanque de água — vital em um país onde o abastecimento de água não é confiável. Ele ressaltou que estava aliviado por ter um tanque reserva e que sua casa permanecia de pé, ao contrário da casa de Mallora.
“Realmente não sabíamos o que fazer”, relatou Alvarez, lembrando-se de como correu de um lado para o outro após acordar com o barulho ensurdecedor. “Eu nunca desejaria a ninguém [a experiência de um ataque], acrescentou. “Estamos vivos por um milagre.”




