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Associação assume defesa de policiais investigados de simulação de confronto

A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ACSPMBM-MT) passou a responder pela assistência jurídica integral dos quatro policiais militares investigados por suposta simulação de confronto para ocultar a arma usada no assassinato do advogado Renato Nery. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18).

Até então, a entidade defendia apenas o militar Wekcerlley Benevides de Oliveira. Após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que restabeleceu a prisão preventiva dos envolvidos, os policiais Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso e Wailson Alesandro Medeiros Ramos aderiram à defesa da associação, que agora centraliza a representação jurídica do grupo.

O presidente da ACS-MT, Laudicério Machado, afirmou que a medida marca uma nova fase na estratégia jurídica do caso e destacou que a entidade disponibilizou sua estrutura técnica para acompanhar todas as etapas do processo. Segundo ele, a associação confia no trabalho das instituições de Justiça e busca garantir que os direitos dos militares sejam respeitados.

A entidade também declarou preocupação com o tratamento dado aos policiais em casos de grande repercussão e reforçou que atuará para evitar que pressões externas interfiram no devido processo legal.

“Queremos que o processo tramite de forma célere, respeitando o direito à ampla defesa dos envolvidos e que traga respostas o mais breve possível”, afirmou Laudicério Machado.

A mobilização ocorre após a ministra Maria Marluce Caldas, do STJ, acolher recurso do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e determinar o retorno dos militares à prisão preventiva. Eles são investigados por supostamente forjar um confronto armado para justificar a posse de uma pistola Glock 9mm, apontada por perícia como a arma usada na execução de Renato Nery, em julho de 2024.

A defesa da ACS-MT agora analisa os fundamentos da decisão do STJ e busca reverter a custódia cautelar, com o objetivo de que os policiais respondam ao processo em liberdade, como havia sido autorizado anteriormente pela Justiça estadual.

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