Divulgação/Agência Petrobras
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a Petrobras a retomar perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas
Que havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento de fluido de perfuração.
“Considerando as análises técnicas realizadas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluiu-se não haver óbice ao retorno das atividades de perfuração no referido poço, a partir do recebimento deste ofício”, disse a ANP.
A agência, contudo, afirmou que a Petrobras foi notificada de que a retomada deverá seguir alguns condicionantes, como troca de todos os selos das juntas do riser e treinamento de todos os trabalhadores envolvidos no procedimento.
O vazamento
A Petrobrás informou que houve um vazamento durante a perfuração de um poço na Margem Equatorial, o que provocou a perda de fluido de perfuração. Segundo a estatal, o problema foi identificado rapidamente e levou à interrupção das atividades para adoção de medidas de contenção.
De acordo com o especialista em segurança e estratégia internacional Rosinaldo Lobato Júnior, o incidente tem baixo potencial tóxico. “Trata-se de uma intercorrência que não ocorreu no poço principal, mas em cabos auxiliares, portanto fora da estrutura do poço. Houve o vazamento de um fluido de lubrificação da broca que, em tese, é projetado para ser descartado no mar ao final do uso. Por isso, a toxicidade é considerada baixa”, explica.
O especialista acrescenta que o caso está sendo acompanhado por órgãos competentes e reforça a importância do monitoramento contínuo. “Esse tipo de risco é inerente à atividade, sobretudo em uma região distante, complexa e profunda. O Ibama acompanha a situação de perto e é fundamental que a sociedade também mantenha a vigilância, acompanhando a apuração conduzida pelo órgão ambiental”, conclui.
Fonte: R7




