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Advogado de Cáceres sugere “cortar cabeças de bolsonaristas”

O advogado Lindomar da Silva Rezende causou indignação entre profissionais do direito da cidade de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), em Mato Grosso, ao afirmar, em um grupo de WhatsApp ligado à advocacia local, que torcia para que um dia fosse possível “cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública”. As mensagens foram enviadas na noite de quarta-feira (7), durante uma discussão política no grupo.

Em outro trecho, Lindomar ainda afirmou que se colocaria como “voluntário” para o ato.

Prints da conversa, que foram obtidos pelo site Metrópoles, mostram que a fala ocorreu após o compartilhamento de uma notícia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), relacionada ao uso da cota parlamentar para custear passagens aéreas em uma viagem a São Paulo. A publicação citava um pedido de reembolso de R$ 13,6 mil ao Senado Federal, valor que, segundo a assessoria do parlamentar, seria devolvido após a identificação de um equívoco.

Durante a discussão, o advogado chamou um colega de “hipócrita do caralho”. Na sequência, escreveu “Torço para que um dia possamos cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública! E que permitam que eu seja um voluntário em tal mister!!”.

Admitiu erro

Após a repercussão, Lindomar confirmou a autoria das mensagens e afirmou que a conversa ocorreu em um grupo restrito a advogados, em meio a um debate político intenso. Em nota enviada à reportagem do Metrópoles, ele disse ter sido “infeliz” nos comentários e declarou retratação pública.

O advogado alegou ainda que as falas foram feitas “em tom de galhofa”, sem intenção de incentivar violência, e que outros participantes do grupo também teriam proferido ofensas durante a discussão.

“Sim, eu postei a aludida mensagem em um grupo de advogados de Cáceres e região, no bojo de acirrada discussão política. No contexto em que foi enviada a mensagem em questão, participantes que se auto intitulam bolsonaristas também preferiam pesadas ofensas contra aqueles participantes que designam como “esquerdalha”. Os meus comentários foram postados nessa circunstância, em tom de galhofa e jamais como intuito de produzir ou reproduzir discursos de violência política. Reafirmo que fui infeliz em meus comentários e deles me retrato publicamente, por meio da presente manifestação.”

Lindomar da Silva Rezende já ocupou cargo público em Cáceres, onde atuou como coordenador do Procon.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informou que, até o momento, não recebeu denúncia formal ou pedido de apuração disciplinar sobre o episódio.

DO REPÓRTERMT

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