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Marinho promete reativar Conselho de Ética, que deixou Flávio Bolsonaro sem investigação no Senado

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Uma das promessas que Rogério Marinho (PL-RN) tem feito na campanha à Presidência do Senado é reativar o Conselho de Ética, parado na gestão de Davi Alcolumbre (União-AP). A falta de atuação fez com que o órgão deixasse de investigar denúncias contra parlamentares, como as que envolvem Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

É sobre Flávio a primeira denúncia apresentada contra senadores eleitos em 2018, que encerram o mandato este ano. O primeiro pedido trata do caso de suposta “rachadinha”, apontando desvios de salários do gabinete enquanto ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. Enquanto a mais recente contra ele, de 28 de outubro, questiona a decisão de Flávio em deixar o Brasil, classificando o movimento como abandono do mandato.

Além desses, ainda há peças que pedem por uma apuração ligada ao possível uso indevido do cargo como parlamentar nas tratativas com Daniel Vorcaro, o ex-dono do Banco Master e que aportou US$ 12,33 milhões para a produção do filme Dark Horse. Mensagens com a cobrança do valor foram atribuídas a Flávio Bolsonaro.

Os pedidos não devem avançar, segundo avaliação de nomes próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A avaliação é de que há uma chance zero de abertura de algum dos processos ou de outras sações ligadas a Flávio, como proibição de que ele vote em sessões remotas ou até sofra cortes de verbas indenizatórias. Os relatos são de que Alcolumbre considera que a proximidade do fim do mandato deixa sem motivos algum movimento contra o senador.

Flávio perde o mandato em fevereiro do ano que vem, mas a pauta do Congresso deve seguir ativa apenas até dezembro. Sem mandato, os pedidos apresentados junto ao Conselho de Ética perdem validade, mesmo se o órgão for retomado, como tem prometido Marinho. O senador é atual líder da oposição e chefiou a campanha de Flávio. Ele se lançou à disputa com apoio do PL e tem sinalizado confiança na disputa, com análise de que tem mais de 40 votos (são necessários ao menos 41 para ser eleito).

A disputa ainda contará com Alcolumbre na tentativa de reeleição e com a candidatura de Tereza Cristina (PP-MS). A senadora sinalizou não ter interesse em dividir votos da oposição com Marinho, mas ambos mantêm os nomes ao cargo e devem investir na costura de apoio com outros parlamentares. A eleição será em 1º de fevereiro.

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