A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá identificou, em cerca de três dias, o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, como principal suspeito do assassinato do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos. No entanto, segundo o delegado Bruno Abreu, a prisão só foi realizada na quinta-feira (8) devido às restrições impostas pela legislação eleitoral.
O professor estava desaparecido desde 26 de setembro, quando saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Conforme o delegado, entre os dias 29 e 30 de setembro, os investigadores já haviam reunido elementos que apontavam Elias como suspeito do crime.
Apesar disso, a proximidade das eleições impediu o cumprimento imediato do mandado de prisão. O Código Eleitoral estabelece restrições à prisão de eleitores nos cinco dias anteriores e nas 48 horas posteriores à votação, ressalvadas as exceções previstas em lei.
Segundo Bruno Abreu, a equipe precisou aguardar o encerramento desse período para realizar a operação. Elias foi preso na quinta-feira, quando se deslocava para a região do Lago do Manso.
“A DHPP fez o trabalho dela, deu uma resposta rápida, só não deu antes por conta desse problema eleitoral, mas, de qualquer forma, 10, 12 dias eu considero muito rápido a resposta dada”, afirmou o delegado.
Bruno Abreu ressaltou que a investigação exigiu a análise de imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos e reunião de provas para fundamentar o pedido de prisão.
O delegado também explicou que, embora o serralheiro tenha confessado o assassinato, a investigação continua para esclarecer a participação de outras pessoas e a dinâmica do crime.
“Agora é a gente trabalhar com calma, nós temos o caso do Breno, nós temos outros casos para resolver, tem muitos homicídios, então assim, a gente tem 30 dias agora para trabalhar e a prisão pode ser prorrogada por mais 30, e que a gente possa fechar esse caso de uma forma bem tranquila e correta”, declarou.
O CRIME
Breno foi visto pela última vez em 26 de setembro, quando imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta.
O corpo do professor foi encontrado nessa quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, após Elias indicar o local aos policiais.
Durante depoimento, o serralheiro confessou participação no assassinato e alegou que estava sendo chantageado pela vítima, que supostamente ameaçava revelar informações sobre relacionamentos extraconjugais à esposa dele.
Elias também acusou outras duas pessoas de participarem do crime. A DHPP investiga a versão apresentada pelo serralheiro e trabalha para esclarecer as circunstâncias do homicídio.
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Por VINÍCIUS ANTÔNIO




