O senador Wellington Fagundes (PL) perdeu a disputa pelo Governo de Mato Grosso para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mas continuará no Senado Federal pelos próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, Pivetta soma 1.128.099 votos (60,77%), enquanto Wellington aparece com 430.442 votos (23,19%).
Wellington foi reeleito senador por Mato Grosso em 2022, quando recebeu 825.229 votos, e seu atual mandato segue até 31 de janeiro de 2031. Como a cadeira que ocupa não estava em disputa nas eleições deste ano, a derrota na corrida pelo Palácio Paiaguás não altera sua situação no Senado.
Natural de Rondonópolis, Wellington iniciou sua trajetória política na Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1990 e reeleito em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, acumulando seis mandatos consecutivos antes de chegar ao Senado, em 2015.
A eleição deste ano, no entanto, vai mudar a composição da bancada de Mato Grosso no Senado. As duas cadeiras que estavam em disputa foram conquistadas por Mauro Mendes (União Brasil) e José Medeiros (PL), que foram eleitos com 1.187.352 votos (33,21%) e 977.777 votos (27,35%) , respectivamente, e assumirão os mandatos a partir de 1º de fevereiro de 2027.
Mauro Mendes deixou o Governo de Mato Grosso em abril deste ano para disputar uma vaga no Senado. Ele foi prefeito de Cuiabá e governou o Estado por dois mandatos. Já José Medeiros retorna ao Senado após ter exercido o cargo entre 2015 e 2019. Atualmente, ele ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde foi eleito em 2018 e reeleito em 2022.
Com a mudança, a partir de 2027 Mato Grosso terá Wellington Fagundes, Mauro Mendes e José Medeiros como representantes no Senado Federal. O mandato dos três é de oito anos, mas Wellington já cumpre a segunda metade do período para o qual foi reeleito em 2022.
A renovação do Senado neste ano ocorre em todo o país. Ao todo, 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços da composição, foram colocadas em disputa. Cada estado e o Distrito Federal elegeram dois novos senadores, que começarão os mandatos em fevereiro de 2027.
Por KARINE ARRUDA




