Documentos sobre o caso Dark Horse mostram que os advogados do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP) tentou por quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para o ministro André Mendonça a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.
Duas das petições foram encaminhadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e as outras foram destinadas ao ministro Flávio Dino. Em um dos pedidos, a defesa alegou que Mendonça já estava a frente de outras investigações sobre o longa e, por isso, também teria que assumir a apuração sobre suposto uso de recursos públicos na obra.
Na última quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”. O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona Go Up, produtora da cinebiografia, foram alvos da ação.
A Polícia Federal identificou transferências de R$ 645 mil feitas pelo deputado Mário Frias (PL-SP) e de outros R$ 750 mil pela NTT Brasil à Go Up. Os repasses somam cerca de R$ 1,4 milhão.
Segundo a PF, foram identificadas movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Por Meire Bertotti




