Karina Ferreira da Gama, empresária ligada à produção de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, comprou um carro elétrico da BYD e realizou o pagamento em dinheiro vivo, segundo informações que constam em uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o documento autorizou a Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas a uma ONG presidida por Karina.
Segundo a decisão, a empresária adquiriu um BYD Song Plus em 13 de janeiro de 2025. Embora o veículo fosse avaliado em R$ 185 mil, o pagamento em espécie registrado foi de R$ 102.190.
A movimentação chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e passou a integrar os elementos analisados na investigação.
Na decisão que autorizou a operação, Dino cita movimentações financeiras consideradas atípicas entre os investigados. Os elementos levantados pelas autoridades apontam suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro e peculato.
Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) também identificaram indícios de irregularidades envolvendo licitações, orçamentos fictícios e contratações de empresas com ligações com o deputado federal Mário Frias e assessores.
As apurações envolvem recursos destinados a projetos educacionais e esportivos em São Paulo. Segundo os elementos reunidos na investigação, parte das iniciativas não teria sido executada conforme o previsto.
Também foram apontadas falta de capacidade técnica e falhas na comprovação da aplicação dos recursos públicos.
As suspeitas continuam sob investigação.



