A gestão do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), manteve contrato com o Banco Master de 2020 a 2024 para a concessão de empréstimos e financiamentos com desconto em folha de servidores efetivos, aposentados e pensionistas municipais. Os descontos foram aumentando ao longo dos anos e, entre setembro de 2023 e julho de 2025, foram descontados mais de R$ 4,1 milhões dos servidores.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a identificação de fraudes bilionárias. A instituição financeira pertencia ao banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso desde março deste ano. Nessa terça-feira (1º), a relação de Vorcaro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, veio à tona com a revelação de diálogos entre os dois dias antes da prisão do banqueiro.
De acordo com publicações oficiais da Prefeitura de Cuiabá, o contrato com o Banco Master foi firmado em 2020, quando a instituição ainda se chamava Banco Máxima S.A.
A assinatura foi feita em 8 de setembro daquele ano pela secretária municipal de Gestão, Ozenira Félix Soares de Souza, que também já teve o nome envolvido em um suposto esquema de falsificação de decisões judiciais que desviou R$ 652 mil dos cofres da Prefeitura.
Em 2021, a instituição passou a usar o nome Banco Master.
Desde então, uma série de aditivos contratuais foi firmada para ampliar o prazo de credenciamento e também o período de amortização, que passou de 96 meses para 120 meses.
Ao assumir a gestão, o atual prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), não renovou o contrato com o Banco Master e denunciou que o ex-prefeito deixou uma dívida de R$ 50 milhões em empréstimos consignados que teriam sido descontados dos salários dos servidores públicos, mas não foram repassados aos bancos.




