O influenciador digital Eduardo Razuk e o irmão dele, Rafael Razuk, foram presos nesta terça-feira (18), em Campo Grande (MS), durante uma operação da Polícia Civil que apreendeu uma frota de carros de luxo avaliada em cerca de R$ 10 milhões.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.
Eduardo Razuk reúne mais de 1 milhão de seguidores em dois perfis nas redes sociais. Ele ficou conhecido por publicar vídeos com veículos esportivos e promover rifas de carros de luxo, com números vendidos a partir de R$ 1,49.
Os policiais cumpriram mandados em pelo menos dois endereços ligados aos investigados: uma residência localizada na Rua Tricordiano, no bairro Vilas Boas, e um galpão na Travessa da Ema.
No depósito, os agentes encontraram veículos que eram frequentemente exibidos pelo influenciador nas redes sociais. Entre os carros apreendidos estão um Porsche 911, avaliado em mais de R$ 1 milhão, um BMW M4, um Volkswagen Arteon Shooting Brake e um Golf GTI.
A estimativa é de que a coleção apreendida ultrapasse os R$ 10 milhões. Os veículos foram recolhidos para auxiliar no rastreamento da origem dos recursos utilizados na aquisição da frota.
O advogado Tiago Bunning, responsável pela defesa dos irmãos, afirmou que ainda não teve acesso aos autos e, por isso, não poderia detalhar os crimes investigados ou os fatos que motivaram a operação.
Segundo a defesa, com base nas informações disponíveis até o momento, os sorteios e as operações financeiras realizados pelos investigados teriam ocorrido de forma legal. Novos esclarecimentos deverão ser apresentados após o acesso ao inquérito.
HISTÓRICO
Esta não é a primeira vez que Eduardo Razuk é alvo da Polícia Civil. Em 2020, quatro veículos ligados ao influenciador e ao também youtuber Luan Galasso foram apreendidos durante outra operação em Campo Grande.
Na ocasião, a polícia investigava possíveis alterações feitas nos motores para aumentar a potência dos carros. Um dos veículos, encontrado em uma oficina, seria proveniente de contrabando do Paraguai.
Razuk chegou a ser preso, mas foi liberado após pagar fiança. A investigação também apurava suspeitas de direção perigosa, incitação ao crime e receptação.





