A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) escancara fortunas na chapa do União Brasil. Dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que os candidatos da legenda somam um patrimônio declarado de R$ 60,17 milhões.
O topo da lista é liderado pelo deputado estadual Júlio Campos, de quase 80 anos, que declarou R$ 31,5 milhões em bens, puxado por uma participação de 90% na Rádio TV Brasil Oeste (avaliada em R$ 19,8 milhões), além de fazendas, apartamento no Edifício Queen Elizabeth, em Cuiabá, e investimentos. O veterano está na vida pública há 54 anos, com passagens por prefeitura, câmara federal, Senado e governo estadual.
O segundo maior patrimônio da chapa pertence ao líder do Governo na ALMT, Dilmar Dal Bosco, que registrou R$ 26 milhões. A maior fatia de seus bens está concentrada em extensas terras rurais no município de Novo Mundo (R$ 14,4 milhões) e em cotas da 3K Agropecuária.
Entre os demais concorrentes, o deputado Sebastião Rezende declarou R$ 1 milhão (alta de 40% em relação ao pleito anterior), chamando atenção pelo fato de guardar R$ 717 mil em espécie em casa.
Na outra ponta das variações patrimoniais, a vereadora Sula, de Porto Estrela, viu seus bens dispararem 9.663%. Ela informou R$ 390,5 mil em patrimônio, composto por casa, veículos novos e uma moto Biz, ante apenas R$ 4 mil declarados em sua eleição municipal de 2024.
Completam o grupo a vereadora cuiabana Michelly Alencar (R$ 326 mil em frações de imóveis no Brasil Beach), o Subtenente Antonio (R$ 785,2 mil), a empresária Ana Paula Leiria (R$ 168 mil), além do empresário Wender Ramon e da candidata Cenira Evangelista, que não informaram bens à Justiça Eleitoral.
Por ANA JÁCOMO




