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DRONES REFORÇAM FISCALIZAÇÃO DE TERRENOS E COMBATE A QUEIMADAS EM CUIABÁ

Operação Escudo Verde utiliza monitoramento aéreo para identificar terrenos com mato alto, vegetação seca e acúmulo de lixo durante período de estiagem
A Prefeitura de Cuiabá iniciou uma nova etapa da Operação Escudo Verde com a utilização de drones para reforçar a fiscalização de terrenos baldios e prevenir queimadas urbanas durante o período de estiagem.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e começou pelos bairros Santa Cruz e Boa Esperança. A operação também envolve a Defesa Civil, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e outras secretarias municipais.
Os equipamentos serão utilizados principalmente para monitorar imóveis denunciados pela população que apresentem situações consideradas de risco, como mato alto, vegetação seca, acúmulo de lixo e outras condições que possam favorecer incêndios.
As imagens aéreas permitirão localizar os terrenos, planejar as rotas das equipes, registrar irregularidades e produzir elementos para subsidiar eventuais Autos de Infração previstos na Lei Complementar Municipal nº 589/2025.
A expectativa da Prefeitura é ampliar gradativamente o monitoramento para outras regiões de Cuiabá, considerando o planejamento das equipes e a quantidade de denúncias recebidas.
Tecnologia amplia alcance da fiscalização
Segundo a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, a adoção dos drones deve proporcionar maior agilidade às ações realizadas pelos fiscais.
“A utilização da tecnologia vai ser realmente um marco para a fiscalização. Esperamos que essa inovação dê mais celeridade às nossas ações, otimize tempo e recursos, e traga respostas mais efetivas para a sociedade”, afirmou.
De acordo com a secretária, a aquisição dos equipamentos ocorreu após alteração legislativa e contou com parceria do Ministério Público, que destinou recursos para a compra dos drones.
O assessor da Sorp e piloto credenciado de aeronaves não tripuladas junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Diogo Viana Rabelo, explicou que a tecnologia possibilita alcançar áreas maiores e obter registros mais detalhados dos imóveis fiscalizados.


“O drone permite atingir uma área maior do terreno que está sendo fiscalizado”, explicou.
Os equipamentos produzem imagens em alta resolução que podem auxiliar na identificação de focos de queimadas e até de condições favoráveis à proliferação do mosquito da dengue. Drones equipados com câmeras térmicas também podem identificar pontos de maior temperatura.
Terrenos com vegetação acima de 50 centímetros podem ser autuados
O coordenador de Fiscalização Ambiental e de Posturas da Sorp, Érico César de Arruda Silva, explicou que a Lei Complementar nº 589/2025 estabeleceu critérios objetivos para atuação dos fiscais.
Entre eles está a definição de que terrenos com vegetação superior a 50 centímetros são considerados ambientes propícios à ocorrência de queimadas. Nesses casos, segundo a Prefeitura, a autuação pode ocorrer de forma imediata, sem necessidade de notificação prévia, diante do risco à coletividade.
Após a aplicação da multa, os proprietários recebem prazo entre 30 e 90 dias para providenciar a limpeza, conforme as características de cada situação.
A administração municipal reforça que a manutenção e limpeza dos terrenos são de responsabilidade dos proprietários e contribuem não apenas para prevenir incêndios, mas também para reduzir problemas relacionados à saúde pública e à segurança.
A população pode encaminhar denúncias por meio do canal Web Denúncias da Secretaria Municipal de Ordem Pública. A orientação é informar o endereço completo e pontos de referência para facilitar a localização do imóvel pelas equipes de fiscalização.

Por Redação

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