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Bebê encontrado morto em lixeira de condomínio tinha entre sete e oito meses de gestação, aponta investigação

Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e realiza perícias para identificar o responsável pelo abandono em Várzea Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso informou que o bebê encontrado morto dentro de uma caixa de papelão em uma lixeira de um condomínio em Várzea Grande estava formado e tinha, preliminarmente, entre sete e oito meses de gestação. A informação foi confirmada pelo delegado Rogério Gomes, responsável pela investigação.

Inicialmente, a ocorrência havia sido tratada como encontro de um feto. No entanto, conforme a avaliação preliminar, o bebê apresentava estágio avançado de desenvolvimento. A idade gestacional ainda será confirmada por exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Segundo o delegado, a investigação segue com a análise das imagens das câmeras de segurança do condomínio, além da oitiva de moradores e de outras possíveis testemunhas para identificar quem abandonou o bebê.

“A avaliação preliminar indica entre sete e oito meses. Era um bebê já formado. Além da análise de imagens, vamos ouvir possíveis testemunhas e realizar perícias nos vestígios coletados no local”, afirmou Rogério Gomes.

De acordo com a Polícia Civil, a definição da responsabilização criminal dependerá dos resultados das investigações e dos laudos periciais. Conforme as circunstâncias apuradas, o responsável poderá responder pelos crimes de aborto, abandono de recém-nascido com resultado morte ou até mesmo homicídio.

O caso ocorreu nesta quinta-feira (23), no Condomínio Chapada do Poente, em Várzea Grande. O corpo foi localizado por um funcionário responsável pela coleta e separação de materiais recicláveis. Ele relatou que encontrou uma caixa de papelão dentro de uma sacola de lixo e, ao abrir a embalagem, viu o bebê ainda com o cordão umbilical. O trabalhador chegou a verificar se havia sinais vitais, mas constatou que a criança já estava sem vida e acionou a Polícia Militar.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Politec estiveram no local para os primeiros procedimentos periciais. A autoria do abandono ainda é desconhecida, e o caso segue sob investigação.

Por redação

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