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Hackers tentam invadir o Fiplan para desviar R$ 500 milhões da conta única do Estado de Mato Grosso

O Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan), plataforma que gerencia todo o dinheiro público de Mato Grosso, foi alvo de uma tentativa de mega-assalto digital. Hackers tentaram invadir o sistema para desviar R$ 500 milhões diretamente da conta única do Estado. O ataque aconteceu no dia 28 de junho, quando os criminosos tentaram validar ordens de pagamento milionárias e completamente fora do padrão direto na instituição bancária que opera as contas governamentais.

A fraude acabou sendo frustrada antes que o montante saísse do caixa de Mato Grosso. Técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Empresa Matogrossense de Tecnologia da Informação (MTI) detectaram a movimentação suspeita nas telas do Fiplan, identificaram o lote de ordens falsas e acionaram o bloqueio imediato na origem, impedindo o rombo de meio bilhão de reais. Após o ataque, a brecha na rede usada pelos invasores foi desativada e todo o ambiente digital do Fiplan precisou ser isolado e reconfigurado às pressas.

O caso foi repassado à Polícia Civil do Estado de Mato Grosso (PC-MT), e a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) já instaurou um inquérito. Os policiais trabalham para rastrear o caminho da invasão ao Fiplan e identificar os CPFs e CNPJs que receberiam os R$ 500 milhões caso as ordens de pagamento não tivessem sido travadas a tempo. O monitoramento do sistema segue em alerta máximo para tentar blindar o servidor de novas ofensivas.

Veja a nota do Estado na íntegra:

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Empresa Matogrossense de Tecnologia da Informação (MTI) identificaram uma tentativa de invasão aos sistemas financeiros do Estado, no último dia 28 de junho. A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) da Polícia Civil foi acionada e já está investigando o caso.

Na ocasião, as equipes da Sefaz e MTI encontraram uma ordem de pagamento atípica, encaminhada à instituição bancária no mesmo dia, e a bloquearam imediatamente. Ou seja, a ação foi contida na origem e não gerou nenhum tipo de perda financeira ou ônus ao erário do Estado.

É importante destacar que o ponto de vulnerabilidade utilizado na tentativa de fraude foi prontamente desativado, e os ambientes do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) foram isolados, revisados e reconfigurados mantendo os padrões internacionais de segurança. O sistema opera em ambiente seguro e monitorado, garantindo a continuidade do processamento financeiro e das atividades do Estado com total estabilidade.

As equipes técnicas da MTI e da Sefaz permanecem atuando de forma ininterrupta no monitoramento preventivo de todo o ecossistema digital corporativo do Estado.

Por KARINE ARRUDA

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