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Delegado: Laudo aponta que servidor do Liceu Cuiabano morto pela PM foi baleado na barriga, costas, coxa e cabeça

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O servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, Valdivino Almeida Fidelis, morto pela Polícia Militar no dia 11 de maio, em uma residência no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, foi atingido por seis disparos: três na barriga, um nas costas, um na coxa e outro de raspão na cabeça. A informação foi confirmada hoje (20) pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, um dia após a conclusão do laudo pericial do local do crime.

À reportagem, o delegado explicou que ainda não é possível determinar a ordem dos disparos contra Valdivino, já que a dinâmica dos tiros só será confirmada após os depoimentos dos policiais militares envolvidos e a perícia das armas utilizadas na ocorrência, procedimentos que ainda não têm data definida. Bruno Abreu também confirmou que a arma do servidor permanece com a PM e ainda não foi entregue às equipes de investigação.

Conforme relatado anteriormente pelo delegado, Valdivino não efetuou disparos contra os militares. Ele morreu durante uma abordagem policial enquanto, em posse de uma arma, mantinha a enteada refém dentro da residência.

Entenda o caso
Na noite da ocorrência, equipes da Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) foram acionadas após denúncia de que uma mulher era mantida refém dentro de uma casa por um homem armado. Diante da gravidade da situação, policiais da Rondas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e de outras guarnições também foram mobilizados e cercaram o imóvel.

Ao chegarem ao local, os policiais afirmaram ter visto Valdivino ao abrir a porta dos fundos da residência. Segundo a PM, ele desobedeceu à ordem de rendição e apontou a arma em direção às equipes, momento em que os militares efetuaram os disparos.

A enteada do servidor confirmou, em depoimento à Polícia Civil, que foi ameaçada de morte e mantida refém, mas afirmou que ele não chegou a apontar a arma para ela. Segundo a jovem, no momento da entrada dos policiais, o revólver estava na cintura de Valdivino, enquanto ele segurava um celular e a chave da porta.

A ex-esposa do servidor também foi ouvida e relatou à Polícia Civil que sofria agressões durante o relacionamento. Segundo o delegado Bruno Abreu, a mulher afirmou ter encerrado o casamento devido ao comportamento agressivo de Valdivino. Ela ainda relatou que o servidor utilizava arma de fogo para intimidar familiares.

Por KARINE ARRUDA

 

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