Djavanderson de Oliveira Araújo, de 20 anos, acusado de espancar, atear fogo e matar a ex-namorada Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri no próximo dia 21, a partir das 8h, na Comarca de Paranatinga (a 376 km de Cuiabá), em Mato Grosso. O crime ocorreu em 9 de setembro de 2024, no mesmo município onde será realizado o julgamento.
Conforme consta no processo, Djavanderson atraiu a ex-namorada até a antiga residência do casal sob o falso pretexto de que precisava de ajuda após um atropelamento. No local, os dois discutiram e ele teria espancado Juliana com um pedaço de madeira. Em seguida, jogou combustível sobre a vítima e ateou fogo.
Juliana chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital, mas, como cerca de 90% do corpo havia sido queimado, ela não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.
Diante do caso, Djavanderson foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, já que teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento, além das qualificadoras de emprego de fogo, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ele permanece preso preventivamente enquanto aguarda julgamento. A sessão será presidida pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos. O processo tramita em segredo de justiça.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
Por KARINE ARRUDA




