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Empresária morta e enterrada pelo marido em Cuiabá registrou denúncia por perseguição em 2017

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A empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada nessa terça-feira (05), após ser assassinada pelo marido, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, em Cuiabá, não tinha medidas protetivas contra o feminicida confesso.

Contudo, em 2017, a vítima registrou um boletim de ocorrência por sofrer perseguição por parte de Jackson, e um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso. Apesar disso, não consta nenhuma condenação nem processo criminal em nome do assassino.

Conforme informado, Nilza foi enforcada com uma abraçadeira plástica conhecida como “enforca-gato”, no domingo (03), na residência onde o casal morava.

Na segunda-feira (04), o feminicida levou o corpo da mulher para uma casa de propriedade dela que estava disponível para aluguel, no bairro Parque Cuiabá.

Com o corpo já no local, Jackson contratou uma máquina para cavar um buraco de aproximadamente dois metros. Em seguida, jogou a mulher na cova, cobriu parte do corpo manualmente e, depois, usou a máquina para finalizar o aterro e esconder os vestígios.

Para tentar encobrir o assassinato, o feminicida postou uma foto do casal tomando açaí no domingo. Às 7h de segunda-feira, ele procurou a Delegacia de Estelionato dizendo que Nilza havia desaparecido e que ele estava sofrendo um golpe.

Jackson relatou que pessoas estavam ligando para ele pedindo resgate e chegou a realizar transferências via PIX para diversas contas, tentando simular o pagamento da falsa extorsão.

Durante o depoimento, a polícia notou que a camisa usada por Jackson na foto era a mesma que ele vestia na segunda-feira. Como a peça estava limpa, ele foi questionado sobre o motivo de ter lavado a roupa tão rapidamente.

Neste momento, ele demonstrou nervosismo, entrou em contradição, acabou confessando o crime e foi preso em flagrante.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deve concluir as investigações e indiciar o assassino por feminicídio e ocultação de cadáver.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

Por VANESSA MORENO

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