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Operação mira alvos do núcleo financeiro de quadrilha que movimentou R$ 1,6 milhão com tráfico

Movimentações financeiras de mais de R$ 1,6 milhão levaram a Polícia Civil de Mato Grosso a deflagrar, na manhã desta quarta-feira (6.5), a segunda fase da Operação Baca, contra integrantes do núcleo financeiro de uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A operação cumpre seis ordens judiciais em Cuiabá e Cáceres, sendo dois mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão domiciliar e dois bloqueios de contas bancárias. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e apontam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Entre os indícios identificados estão depósitos fracionados em espécie, transferências sucessivas entre contas e ausência de comprovação da origem dos valores.

Os alvos desta fase são dois integrantes do núcleo financeiro do grupo criminoso. Segundo a investigação, eles ainda não haviam sido responsabilizados na primeira fase da operação, que identificou 22 investigados com indícios de envolvimento no tráfico de drogas e em movimentações financeiras atípicas para lavagem de dinheiro. Desses, 20 já respondem pelos crimes.

O levantamento financeiro apontou que os dois alvos movimentaram mais de R$ 1,6 milhão, o que, segundo a Polícia Civil, evidencia a atuação estruturada da quadrilha na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas.

Diante dos elementos apurados, o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça.

“Esta fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da organização criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas”, explicou Rigonato.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados para interromper o fluxo financeiro ilícito, evitar a dissipação de bens e assegurar a continuidade das apurações.

As investigações seguem em andamento e podem resultar na identificação de novos envolvidos e no cumprimento de outras medidas judiciais.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas no Estado. A ação também faz parte da Operação Nacional da Renorcrim, rede coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para enfrentamento das organizações criminosas.

Por Alline Marques

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