O Ministério Público Federal (MPF) protocolou as alegações finais na ação penal da Operação Descobrimento, requerendo a condenação de cinco réus por tráfico internacional de drogas, evasão de divisas e lavagem de capitais. O documento, enviado à 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, detalha o esquema que tentou exportar 685,19 kg de cocaína para Portugal na fuselagem de um jato Dassault Falcon 900B.
Entre os acusados que o órgão ministerial pede a condenação estão o ex-secretário de Estado de Mato Grosso, Nilton Borgato, e o lobista Rowles Magalhães. Borgato comandou a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec) entre 2019 e 2022.
De acordo com o MPF, Rowles era o responsável pela articulação logística e contato com empresas de aviação, enquanto Nilton Borgato, tratado nas investigações pelo codinome “Índio”, atuava na intermediação com fornecedores e compradores internacionais.
O documento também aponta o envolvimento de Marcelo Lucena da Silva, Marcos Paulo Lopes Barbosa e Fernando de Souza Honorato. Além do tráfico, a peça descreve manobras para ocultar lucros ilícitos, incluindo a tentativa de compra de um apartamento de luxo em Cuiabá, avaliado em R$ 1,65 milhão, utilizando contas de terceiros e empresas de fachada.
A manifestação da Procuradoria da República ocorre após o encerramento da instrução processual, fase em que todas as provas foram colhidas. Com a juntada dos memoriais de acusação, a Justiça Federal abriu prazo para que as defesas dos réus apresentem suas argumentações finais.
Após essa etapa, o processo seguirá para a sentença do juiz federal Fábio Moreira Ramiro, que decidirá sobre as penas de prisão e o confisco de bens e valores apontados como proveito do crime.
Por ANA JÁCOMO




