O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta sexta-feira que o governo trabalha para que este seja o último dia 1º de maio com a escala de trabalho no modelo 6×1 em vigência.
“Faz 38 anos que não se reduz a jornada de trabalho no Brasil. A última vez foi na Constituição de 1988. Agora, no que depender do presidente Lula e de todo o sindicalismo, dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso País, nós vamos acabar com a 6×1, garantir dois dias de descanso semanais no mínimo e máximo de 40 horas de trabalho sem redução de salário”, disse Boulos, em conversa com a imprensa, antes de participar de ato pelo Dia do Trabalhador em São Bernardo do Campo.
O ministro reconheceu que o projeto que coloca fim à escala 6×1 já estava tramitando há mais de um ano, mas só começou a “andar” agora por conta da pressão da sociedade e porque o presidente Lula abraçou a pauta.
“Aqueles que estão ao lado dos trabalhadores e de 80% da população brasileira que defende, no mínimo, dois dias de descanso vão se posicionar. Aqueles que estão contra vão se posicionar também e vão pagar o preço”, disse.
Aplicativos
Durante sua fala, Boulos também defendeu que o governo vem tentando aproximação com os trabalhadores de aplicativo no país. Segundo ele, o governo Lula tem dedicado atenção especial à pauta, apesar do que considera ser um forte “poder de fogo e lobby violentos” por parte das plataformas.
Ao comentar futuras medidas, Boulos fez menção à possibilidade de o governo lançar uma medida de incentivo de renovação de frota de automóveis para motoristas de aplicativo, a exemplo do que foi feito com motoristas de caminhões recentemente.
“Muitos têm carros alugados, passam metade do dia de trabalho para pagar o aluguel da diária do carro e nós vamos criar, a partir do presidente Lula, uma linha muito mais vantajosa para esses trabalhadores”, disse.
Eleições
Ao comentar sobre as eleições de outubro, Boulos elevou o tom contra o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo ele, o filho do ex-presidente tenta se vender como moderado, mas “é uma farsa”. Para Boulos, quando a campanha começar de fato e as biografias de Lula e Flávio forem comparadas, o governo levará vantagem.
“O Lula criou praticamente todos os programas sociais que nós temos. O que o Flávio Bolsonaro fez pelo Brasil? A única coisa que fez como senador, pela qual ele é lembrado, foi propor uma PEC que privatizava a praia. Como deputado estadual, nem se fale. É só escândalo, é só B.O.”.
Boulos também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Para o ministro, o atual governador “se vende como gestor”, mas não tem nenhum legado. “Ele é um gestor sem gestão”.



