A pré-candidata ao governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) oficializou que fará palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado, movimento que ajuda a encerrar a incerteza sobre qual caminho o PSD mato-grossense seguiria depois que a direção nacional da sigla confirmou Ronaldo Caiado como pré-candidato ao Palácio do Planalto. A definição local, porém, não chega a ser uma ruptura inesperada: desde o início do ano, o grupo liderado pelo senador Carlos Fávaro já vinha sendo associado ao campo lulista.
A fala da médica dá forma pública a uma matemática política que já vinha sendo desenhada nos bastidores. Nacionalmente, Gilberto Kassab bancou Caiado como nome do PSD para a disputa presidencial, mas também admitiu que o partido terá realidades distintas nos estados, com diretórios regionais apoiando projetos diferentes conforme suas composições locais. Em Mato Grosso, esse desenho já apontava para Lula por causa da presença de Fávaro no governo federal e da aproximação do PSD estadual com a federação formada por PT, PV e PCdoB.
“Eu acredito que quanto mais candidatos tiver é melhor para a democracia. A democracia se faz com mais opções, com mais candidatos, mas aqui em Mato Grosso estamos alinhados ao presidente Lula, alinhados ao governo federal, e estaremos fazendo palanque para o presidente Lula”, declarou.
Natasha explicou que o presidente nacional da legenda deu autonomia para os estados efetivarem as alianças dentro do campo político que seja conveniente.
O posicionamento também conversa com um processo que já estava em curso dentro do campo progressista em Mato Grosso. Em fevereiro, a federação Brasil da Esperança já havia apresentado Natasha como pré-candidata ao governo com apoio do bloco lulista, e nos últimos dias a presidente estadual do PT, Rosa Neide, vinha cobrando publicamente que ela “vestisse a camisa” de Lula de forma mais explícita.
Outro elemento que reforça essa leitura é a situação de Carlos Fávaro. O senador foi exonerado do Ministério da Agricultura no fim de março para retomar o mandato e disputar a reeleição ao Senado, mantendo-se como principal fiador do palanque lulista dentro do PSD mato-grossense. Antes mesmo da oficialização de Caiado, Fávaro já declarava que permaneceria ao lado de Lula independentemente da decisão nacional do partido.
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