Por que roncamos?
Por exemplo, isso pode gerar uma redução da oxigenação de vários órgãos. Causa sonolência durante o dia, irritabilidade e até perda de memória. Apesar de não existirem dados reais sobre a apneia do tipo obstrutiva, a Revista da Associação Médica Brasileira destaca que a incidência deve ser de aproximadamente 4% nos homens em idade produtiva.
Além disso, imagina-se que os homens são cerca de oito a dez vezes mais afetados do que as mulheres. O principal motivo tende a ser a anatomia. Além disso, apesar de afetar qualquer idade, a principal faixa etária atingida é dos 40 aos 50 anos. O maior fator de risco é a obesidade. No entanto, existem outros motivos causadores do ronco.
Quais são as possíveis causas do ronco?
- Aumento das amígdalas ou da adenoide, o tecido que fica no interior do nariz;
- Desvio do septo nasal;
- Ingestão de álcool, tranquilizantes e relaxantes musculares;
- Obesidade;
- Gravidez;
- Histórico de doenças alérgicas;
- Alterações no fechamento da laringe;
- Alterações hormonais;
- Pólipos no nariz;
- Palato em forma de ogiva;
- Palato mole e úvula aumentados.
Todos esses aspectos causam o aumento da flacidez dos tecidos. No entanto, também existem as patologias. É o caso da apneia obstrutiva do sono, que causa um bloqueio parcial da via aérea na garganta. Assim, leva à interrupção da respiração por alguns segundos.
De toda forma, o importante é entender que o ronco é comum. No entanto, sempre deve ser analisado. Isso porque ele pode ser causado somente pelo fato de dormir com a barriga virada para cima ou por uma doença que precisa ser tratada.
Quando roncar é um problema?
- Cansaço.
- Irritação;
- Sonolência;
- Perda de reflexo;
- Dificuldade de raciocínio.
Além disso, há desregulação no hormônio leptina, que regula a sensação de saciedade. Por isso, a pessoa tende a comer mais e engordar, o que é uma das causas do ronco. Porém, o problema mais grave é a apneia.
Como esse distúrbio fecha totalmente as vias aéreas durante o sono, são causadas pequenas paradas respiratórias, superiores a 10 segundos. Isso leva o organismo a gerar mais adrenalina, desenvolver a resistência à insulina e aumentar a pressão arterial.
Com isso, há mais chance de ocorrência de diabetes e hipertensão, com maior risco de doenças cardiovasculares. Dentre elas, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Como saber se o ronco é excessivo?
- Sono não reparador, isto é, você continua sentindo cansaço durante o dia;
- Despertar noturno frequente;
- Distúrbios cognitivos, como dificuldade de concentração, memória e atenção;
- Fadiga;
- Irritabilidade;
- Sonolência diurna excessiva, ou seja, você dorme em qualquer lugar;
- Redução da libido;
- Impotência sexual.
Quais intervenções são possíveis para tratar o ronco e suas causas?
Ainda existem mais medidas recomendadas. Dentre elas, estão:
- Perda de peso, se o paciente for obeso;
- Interrupção do fumo;
- Realização de tratamentos para alergias e doenças respiratórias, quando essas forem as causas do ronco;
- Prática de atividades físicas rotineiras;
- Controle da pressão arterial;
- Realização de exercícios que fortalecem a estrutura da garganta.
O profissional de saúde também pode indicar dilatadores nasais, esteroides intranasais e adenotonsilectomia, ou seja, a retirada de adenoides. Todos esses tratamentos costumam ser utilizados para casos graves.
A situação pode exigir mais intervenções. A principal é o uso da máquina de pressão positiva contínua das vias aéreas (CPAP). Ela ajuda a mantê-las abertas e garante uma respiração melhor durante a noite.
Em últimos casos, é possível fazer uma cirurgia. Ela é chamada de uvulopalatofaringoplastia. O tratamento também pode ser complementado com fonoterapia ou fonoaudiologia específica para o fortalecimento da musculatura.
Qual especialista procurar?
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Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).




