A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), atribuiu à empresa contratada e ao servidor da Secretaria Municipal de Educação e fiscal do contrato, uma falta de atenção que teria resultado no erro que ocasionou a confecção e distribuição de uniformes escolares com o slogan da gestão municipal “Transparência, Trabalho e Progresso”, no ano passado. A declaração foi feita após o arquivamento da Comissão Processante, na Câmara de Vereadores, que apurava suposta propaganda institucional irregular.
Em entrevista nesta semana, Flávia classificou a investigação como um “exagero” e reforçou que não houve prejuízo aos cofres públicos, conforme reconhecido no relatório final da comissão.
“Constatou-se por fim na comissão processante que não houve prejuízo ao erário, questão financeira. Essa parte administrativa, uma possível propaganda, não houve”, afirmou.
Segundo a prefeita, a administração chegou a orientar pela retirada do slogan dos uniformes, mas a medida não foi executada pela empresa nem pelo servidor responsável pela fiscalização do recebimento do material.
“O secretário tinha pedido para tirar o slogan, para não ter problema. E não houve essa [atenção, por] parte da empresa. O fiscal recebeu os uniformes, começou a distribuir e também não fez esse trabalho”, disse.
Flávia relatou ainda que, ao tomar conhecimento da denúncia, determinou o recolhimento das camisetas, mas a medida encontrou resistência da comunidade escolar.
“As mães e os alunos não queriam devolver porque acharam lindo o uniforme. Aí eu falei: agora deixa”, contou.
Apesar do arquivamento, o relatório da Comissão Processante será encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso para análise. A prefeita afirmou não temer o desdobramento do caso e voltou a criticar o uso político da investigação.
“Houve uma condução para criar instabilidade política. No final, ficou claro que eu não cometi nada ilícito”, concluiu.
Por ALINE COÊLHO




